Direita não pretende «País para os jovens»

«Os jovens gozam de protecção especial para a efectivação dos seus direitos económicos, sociais e culturais, nomeadamente no ensino, na formação profissional e na cultura, no acesso ao primeiro emprego, no trabalho e na segurança social, no acesso à habitação, na educação física e no desporto, no aproveitamento dos tempos livres». Assim prevê o artigo 70.º da Constituição, citado por Paula Santos numa declaração política proferida no dia 26 em nome da bancada comunista.

Numa semana em que os estudantes e os jovens trabalhadores saíram às ruas em luta (ver págs. 16 e 17), a líder parlamentar realçou que a juventude toma «nas suas mãos o destino da sua vida», mesmo perante sonhos «sistematicamente adiados pela vida difícil e falta de uma perspectiva de futuro».

A política de habitação que impede os jovens de sair de casa dos pais e ter uma vida independente, a transformação do ensino em privilégio (com propinas e falta de alojamento, por exemplo) e o trabalho precário e baixos salários foram alguns dos muitos entraves mencionados pela deputada.

«O Governo PSD/CDS, associado aos que o apoiam, IL e CH, não quer que o País seja para jovens. Obriga-os a emigrar e a procurar uma vida melhor lá fora, que não encontram em Portugal. Isto é a demonstração de que esta política, a política da direita, não serve», destacou.

 



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