Plataforma contra desmantelamento do SNS
Anteontem, 31, junto ao Hospital de S. José, a Plataforma Lisboa em Defesa do Serviço Nacional de Saúde alertou para o agravamento inaceitável das condições de acesso aos cuidados de saúde.
O SNS é uma conquista da democracia
Na acção foi distribuído um documento aos utentes e profissionais de saúde onde se recorda que a actual situação é o resultado de uma política continuada de desinvestimento no Serviço Nacional de Saúde (SNS). «Infelizmente», exemplos «concretos e graves» não faltam na Região de Lisboa e Vale do Tejo, nomeadamente o encerramento de serviços e urgências, grávidas continuam a dar à luz nas ambulâncias, doentes que aguardam meses – ou anos – por consultas e cirurgias, continuando a haver quem morra à espera de uma intervenção cirúrgica que nunca chega.
Para este movimento, «esta não é uma fatalidade», mas «uma escolha política» que tem consequência graves: aumento das desigualdades no acesso à saúde; transferência de custos para as famílias; desumanização e degradação da qualidade dos cuidados; desvalorização e exaustão dos profissionais de saúde.
Hospital de Santo Tirso
No passado dia 28, uma centena de utentes, trabalhadores e representantes de diversas organizações participaram numa tribuna pública em defesa do SNS e da gestão pública do Hospital de Santo Tirso. A iniciativa, promovida pelo Movimento de Utentes do concelho, confirmou a ampla rejeição da população ao processo de entrega da gestão do Hospital de Santo Tirso à Santa Casa da Misericórdia.
Nesse sentido, foi aprovada por unanimidade uma moção que exige a manutenção da gestão pública do hospital. Foi ainda divulgada uma nova concentração, marcada para 13 de Abril, às 12h00, frente a Câmara Municipal.
Na acção, João Ferreira, da Comissão Concelhia de Santo Tirso do PCP, assegurou que o Partido continuará a intervir e a apresentar propostas para o reforço de meios,
valorização dos profissionais de saúde e construção de um novo Hospital em Santo Tirso. Presentes estiveram também delegações da Federação Nacional dos Médicos, do Sindicato dos Médicos do Norte, do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses e do Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Norte.
Em todo o País
Na próxima terça-feira, 7, Dia Mundial da Saúde, tem lugar uma concentração em frente ao Ministério da Saúde, em Lisboa, entre as 10h30 e as 12h30, com sindicatos da Frente Comum e outras organizações.
No Algarve, a União de Sindicatos/CGTP-IN vai promover, entre os dias 6 e 10 de Abril, uma semana em defesa do SNS, com a realização de várias actividades, nomeadamente contactos de esclarecimento com os profissionais de saúde e com a população em geral, recolha de assinaturas para um abaixo-assinado regional e uma tribuna pública, esta última no dia 10, às 16h30, junto à CCDR Algarve.
Nascimento de bebés à porta do Hospital de Santa Maria
No início da semana, o Grupo Parlamentar do PCP questionou o Governo sobre o recente nascimento de bebés à porta do Hospital de Santa Maria, em Lisboa. Desta forma, os deputados comunistas querem saber se a ministra da Saúde «confirma que a urgência de obstetrícia do Hospital do Barreiro estava fechada e que no Hospital Garcia de Orta estava sem vagas» e se, «estando marcada a realização do parto no Hospital do Barreiro, por que razão não foi aí atendida, tendo sido recusada a sua admissão».
Apesar de tudo isto, o Governo insiste em encerrar e centralizar serviços, como o encerramento do Hospital da Nossa Senhora do Rosário, no Barreiro, já no dia 15 de Abril.




