Defender a água pública em Vila do Conde
O PCP promoveu, no dia 28, uma tribuna em defesa da água pública, na Praça José Régio, em Vila do Conde. Foi lançado ainda um abaixo-assinado que exige, entre outros elementos, a redução das tarifas e a reversão do contrato de concessão dos serviços de água e saneamento.
Água em Vila do Conde foi a mais cara do País em 2022
Foi em frente às instalações da INDAQUA que os comunistas vila-condenses anunciaram, em articulação com os eleitos e activistas da CDU, o início da recolha de um abaixo-assinado a entregar ao Presidente da Câmara Municipal, onde se exige a «redução imediata das tarifas pagas pelos habitantes de Vila do Conde»; a «reversão do ruinoso contracto efectuado com a INDAQUA Vila do Conde S.A.»; e o «regresso dos serviços de abastecimento de água e de saneamento à esfera do município».
Em nota, a Comissão Concelhia de Vila do Conde do PCP afirmou que a celebração do contrato de concessão dos serviços de água traduziu-se na transformação deste serviço público num negócio completamente orientado para a obtenção de lucro, levando os munícipes a suportar tarifas «extremamente elevadas e desajustadas». Os sucessivos aditamentos ao contrato, acrescentam, colocaram os níveis tarifários da água no concelho entre os mais caros do País, tendo mesmo sido, até 2022, o mais caro.
«O PCP foi a única força política a votar contra este negócio ruinoso, alertando desde o início para as suas consequências nocivas», recordam.
«O mais recente aditamento foi sustentado por uma suposta redução de tarifas que, na prática, não teve um impacto perceptível para os habitantes», lê-se no comunicado. Em contrapartida, foram atribuídas à empresa privada «novas vantagens ainda mais gravosas», como a assunção da totalidade dos encargos financeiros, por parte da Câmara Municipal, das obras que a INDAQUA se recusou a realizar.




