- Nº 2731 (2026/04/2)As organizações regionais de Viseu e de Coimbra do PCP estão a preparar as suas assembleias, momentos fundamentais na vida do Partido, a nível local e nacional, também pelos amplos processos de preparação e discussão que as antecedem. O Avante! dá conta do progresso já trilhado em ambos os distritos.
Em Coimbra
Está em preparação a XI Assembleia da Organização Regional de Coimbra (AORC), que se realizará a 16 de Maio, o que significa que a Proposta de Resolução Política, apresentada pela Direcção da Organização Regional, está agora a ser discutida nos organismos do Partido e nas assembleias plenárias. Pretende-se que este processo de discussão se estenda até ao início do mês de Maio. Na AORC culminará todo este processo de debate realizado nas diversas organizações e organismos do Partido a nível regional.
Os militantes do distrito de Coimbra dão conta que desde a anterior AORC, o Partido, apesar de debilidades e insuficiências – que afirmam importar identificar e debelar –, a par de uma intensa e diversificada acção, realizou 18 assembleias das organizações concelhias, de freguesias e sectores; recrutou 80 novos militantes e responsabilizou mais de 100 camaradas com tarefas concretas. Estão em funcionamento 108 organismos no distrito.
Reforçar
Na organização conimbricense tem vindo a ser discutido o reforço do Partido: deram-se passos na criação de comissões inter-freguesias, quer em Coimbra, quer na Figueira da Foz, tentando agregar condições de funcionamento (como aponta também a resolução aprovada pelo Comité Central); está já traçado o objectivo de estruturar o sector de empresas do concelho de Coimbra, discutindo a possibilidade de criação de um organismo de direcção que, sem substituir o papel fundamental das reuniões de células e sectores, as ajude no seu trabalho; e está identificada a necessidade de realizar assembleias em 11 organizações distintas.
Particular interesse merece a criação da célula do Centro Hospitalar Universitário de Coimbra. Até ao momento existiam células dos vários locais de trabalho, mas a fusão das unidades de saúde e o seu aprofundamento com a criação das Unidades Locais de Saúde em Coimbra, aumentou a mobilidade de trabalhadores entre locais de trabalho, pelo que se concluiu pela necessidade de considerar o funcionamento da organização em conjunto.
A Organização Regional faz igualmente notar que entre 2021 e 2024, a população cresceu em 16 dos 17 concelhos do distrito – facto inédito desde há décadas a esta parte, o que não está alheio ao saldo migratório. Isto, apontam, confirma que está em curso uma significativa alteração da composição da força de trabalho no distrito, o que coloca exigências e esforço redobrado ao Partido no contacto com esta grande massa de trabalhadores imigrantes.
Em Viseu
A realização da XIII Assembleia da Organização Regional de Viseu (AORV) aproxima-se a passos largos, agendada para dia 11 de Abril, no IPDJ de Viseu.
De acordo com o regulamento da XIII AORV, nestas assembleias, prevê-se a eleição de 146 delegado (83 efectivos, 25 suplentes e 43 por inerência). A organização regional tem 995 membros.
Discussão
Nas assembleias plenárias, para além da eleição dos delegados à AORV, os militantes do distrito têm discutido a Proposta de Resolução Política apresentada pela Direcção da Organização Regional de Viseu. O documento faz uma breve caracterização económica e social da região, que se debruça sobre elementos como a população, o desemprego, pobreza e exclusão social, o desenvolvimento do tecido económico e produtivo, a regionalização, transportes, acessibilidades e mobilidade, infra-estruturas, habitação, cultura, educação, saúde e ambiente.
Está previsto um ponto de balanço sobre a actividade do Partido, desde a intervenção institucional , as eleições decorridas desde a última assembleia, a luta desenvolvida no distrito e a organização do próprio Partido. Elemento de particular interesse serão as propostas e linhas de trabalho para o futuro, das quais o Avante! oportunamente dará conta.
Porquê realizar assembleias de organização?
No PCP, estas assembleias são momentos altos da profunda democracia interna pela qual se rege o colectivo partidário. Antecedem-nas amplos momentos de discussão que procuram envolver todos os militantes – do colectivo de base aos próprios organismos de direcção, em que todos são chamados a dar o seu contributo, pois considera-se valioso, por mais pequeno que seja. Analisa-se a situação nacional, regional, local ou de empresa e procura-se ligar o Partido, os seus militantes e a sua intervenção à vida do povo e dos trabalhadores procurando responder aos problemas e traçando objectivos para a intervenção do Partido em cada realidade concreta. Discute-se o Partido: identificam-se problemas, deficiências e dificuldades próprias das estruturas e, partindo das condições concretas existentes, sem “enterrar a cabeça na areia” e de forma colectiva, traçam-se caminhos para as superar. Desenham-se linhas de trabalho e intervenção para o futuro: são exemplo disso as resoluções políticas aprovadas – autênticas ferramentas de trabalho que guiam o trabalho das organizações nos períodos entre assembleias. Igualmente importante é a eleição de organismos de direcção, compostos por militantes que vão dirigir o trabalho das organizações e dos seus militantes, procurando reforçar assim, naturalmente, o importante trabalho de direcção.