Esclarecer e mobilizar pelo direito à Saúde

Mais de 70 iniciativas, realizadas em todos os distritos do País, incluindo as Regiões Autónomas, com mais de 1000 participantes e para cima de 6000 pessoas contactadas: é este o balanço da acção nacional que o PCP realizou no dia 21, sob o lema “Defender o direito à Saúde, Defender o SNS”.

Reverter o encerramento de Urgências e aumentar o número de profissionais

Na passada edição do Avante! deu-se conta desta acção de âmbito nacional, centrando-a sobretudo nas acções em que participou o Secretário-Geral do PCP, Paulo Raimundo: o contacto com trabalhadores e utentes do Hospital de Braga, de manhã; e a tribuna pública no Porto, à tarde. Mas foram muitas mais as acções realizadas, entre distribuições de folhetos alusivos ao tema a contactos com utentes e trabalhadores de equipamentos do SNS, passando por tribunas públicas e concentrações. Algumas delas, pelos locais e horas a que tiveram lugar, permitiram chegar à conversa com milhares de pessoas – utentes, profissionais e população em geral.

A suscitar o contacto e a conversa estava um folheto, onde se reafirmava que «só o Serviço Nacional de Saúde pode assegurar cuidados de saúde a toda a população, em todas as valências, em todo o território» e se rejeitava a possibilidade de transformar este direito num negócio, a transferência para grupos económicos de verbas que «deveriam ser investidas no SNS» ou o encerramento de serviços públicos de saúde «para abrirem hospitais privados ao lado». O PCP reafirmou na ocasião que não aceita que o acesso a cuidados de saúde possa depender dos recursos económicos de cada um.

Às questões gerais foram, em várias ocasiões, acrescentadas outras, de âmbito local: as obras que faltam no Centro de Saúde ao hospital prometido e nunca construído, passando pela exigência de contratação de profissionais e a defesa de serviços e valências, aqui e ali entregues ao sector privado.

Feito o diagnóstico, o PCP apelou ainda à luta pela recuperação do SNS, que garante ser possível. Como? Aumentando o número de profissionais, melhorando remunerações, carreiras e condições de trabalho; assegurando a todos médico e enfermeiro de família e acesso a consultas, cirurgias e tratamentos; aumentando a capacidade de resposta do SNS, com mais investimento; diminuindo os custos para a população; revertendo o encerramento de Urgências e outros serviços; acabando de vez com o subfinanciamento e cortando com a transferência exponencial de verbas do SNS para os grupos privados.

Algumas destas propostas foram uma vez mais levadas pelo PCP à Assembleia da República (ver pág. 12).

 



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