- Nº 2735 (2026/04/30)Após a «semana de reflexão e luta» promovida pela FENPROF, professores, educadores e investigadores voltam à rua no próximo dia 16 de Maio, em Lisboa, para defender o Estatuto da Carreira Docente (ECD) e exigir a valorização da profissão.
Convocada pela FENPROF, a «manifestação nacional de professores e educadores» tem início às 15h00, no Cais do Sodré, e pretende afirmar a defesa da Escola Pública, a valorização das carreiras e a revisão do ECD.
Termina hoje, 30 de Abril, a Semana de Reflexão e Luta dinamizada pela Federação e pelos seus sindicatos em todo o País, uma iniciativa que procurou esclarecer, mobilizar e reforçar a participação dos docentes num momento considerado decisivo para o processo negocial.
No âmbito da revisão do ECD, a Fenprof reuniu-se na segunda-feira, dia 27, com o Ministério da Educação, Ciência e Inovação. No final da reunião, o Secretário-Geral da FENPROF, Francisco Gonçalves, acusou o Governo de «empatar» o processo negocial, apontando a falta de propostas concretas, o esclarecimento insuficiente de dúvidas e a ausência de respostas ao problema «gritante» da falta de professores. Segundo o dirigente, o MECI limitou-se a apresentar um documento em PowerPoint, remetendo o articulado para envio posterior e agendando novas reuniões para as próximas semanas.
A Semana de Luta arrancou em Braga, Seixal, Aveiro, Loures, Castelo Branco e Guarda, tendo-se estendido a diversas regiões do País.
Pilar estruturante da profissão
A FENPROF considera o ECD um pilar estruturante da profissão, onde se consagram direitos, deveres, regras de progressão, condições de trabalho e o reconhecimento da especificidade da docência enquanto profissão de elevada exigência científica, pedagógica e ética. «Atacar o EDC é atacar a profissão docente. Desvalorizar a carreira é fragilizar a Escola Pública», sublinha o Secretariado Nacional da Federação.