- Nº 2737 (2026/05/14)A Vitória sobre o nazi-fascismo, consumada a 9 de Maio de 1945, foi celebrada em comemorações oficiais ou populares em vários países. Na Rússia e noutras ex-repúblicas soviéticas tiveram lugar diversas celebrações.
Na Rússia, para além de comemorações em diversas cidades, efectuou-se no sábado, 9, o desfile militar comemorativo na Praça Vermelha, em Moscovo. Participaram unidades de diversos ramos das Forças Armadas e membros das academias militares da Federação Russa e um contingente da República Popular Democrática da Coreia, que desfilaram perante a tribuna oficial onde se encontravam o presidente da Rússia, Vladimir Putin, além de representantes de vários países e de veteranos de guerra.
No seu discurso, e entre outros aspectos, Putin afirmou que «recordaremos sempre o heroísmo do povo soviético e o facto de ter sido o seu contributo decisivo que tornou possível a derrota do nazismo. Salvaram o seu país e o mundo inteiro, puseram fim a um mal total e impiedoso e restauraram a soberania das nações que tinham capitulado perante a Alemanha nazi e se tinham tornado cúmplices obedientes dos seus crimes». Lembrou ainda que os soldados soviéticos «sofreram perdas colossais e fizeram enormes sacrifícios em nome da liberdade e da dignidade dos povos da Europa.» Apelou ainda à unidade do povo russo que, hoje, «enfrenta uma força agressiva que é armada e apoiada pelo bloco da NATO».
Para além da parada militar, a data é celebrada noutros pontos da Rússia, bem como noutros países que compunham a União Soviética, através de desfiles do “Regimento Imortal”, em que pessoas empunham retratos dos seus familiares mortos na guerra contra o nazi-fascismo: estima-se que 27 milhões de soviéticos (russos, ucranianos, bielorrussos, georgianos, arménios, cazaques e muitos outros) tenham morrido neste combate decisivo.
No quadro da União Europeia foi apenas celebrado o denominado “Dia da Europa”, que exalta o projecto de integração capitalista da CEE/UE e não a Vitória sobre o nazi-fascismo. Na Alemanha, foram proibidos símbolos associados à União Soviética e ao movimento comunista nas comemorações populares. Em Portugal, a URAP e a Associação Iuri Gagárine assinalaram a data em várias iniciativas.