- Nº 2738 (2026/05/21)
A agressão e as ameaças dos EUA contra Cuba não cessam de se intensificar. Uma nova Ordem Executiva do presidente Donald Trump agrava ainda mais o ilegal carácter extraterritorial do bloqueio, com o alargamento das sanções contra entidades ou pessoas que tenham qualquer tipo de relação comercial com empresas e instituições públicas cubanas.
As autoridades cubanas denunciam ainda as sistemáticas manobras e operações de desinformação e manipulação promovidas desde os EUA que falsa e premeditadamente procuram apresentar Cuba como constituindo uma dita “ameaça” para os EUA – de modo a dar cobertura à agressão norte-americana contra a soberania e os direitos do povo cubano –, o que foi já repetidamente desmentido pelo Presidente Miguel Diaz-Canel.
Isso mesmo voltou a ser garantido no dia 14 à delegação norte-americana que se deslocou a Havana a pedido da administração dos EUA e que foi chefiada pelo director da CIA, John Ratcliffe, para um encontro autorizado pelo Governo revolucionário de Cuba.
As autoridades cubanas referiram que, durante o encontro, os elementos apresentados por Cuba demonstraram que o país «não constitui uma ameaça para a segurança nacional dos EUA», nem existem razões legítimas para o incluir na arbitrária e ilegítima lista dos EUA de países que, supostamente, “patrocinam o terrorismo”. Cuba não ameaça nem deseja a guerra, antes defende a paz e prepara-se para enfrentar qualquer agressão externa, reafirmaram vários responsáveis políticos cubanos.
As autoridades de Cuba informaram que, pela primeira vez, a administração dos EUA formalizou publicamente, mediante um comunicado do Departamento de Estado, a oferta de ajuda ao país. Continuando por esclarecer se se trata de ajuda financeira ou material e se responderá ou não às necessidades mais urgentes (como combustíveis, alimentos e medicamentos), as autoridades cubanas sublinharam a incongruência da aparente generosidade da parte de quem continua a impor ao povo cubano uma guerra económica, com todas as suas criminosas consequências.
O Presidente Miguel Diaz-Canel afirmou que Cuba não tem como prática recusar ajuda que se oferece de boa fé e com fins genuínos de cooperação, seja bilateral ou multilateral, esperando que a mesma seja «livre de manobras políticas e intentos de aproveitar as carências e a dor de um povo sob assédio». Reiterou ainda que a melhor ajuda que os EUA poderiam dar a Cuba era pôr fim ao bloqueio.
Entretanto, prossegue em todo o mundo a solidariedade com Cuba. Em Portugal, está em curso a campanha “Por Cuba! Fim ao Bloqueio!”, promovida por diversas organizações do movimento da paz e da solidariedade.