Homenagem aos «mártires das videiras»
A União dos Agricultores e Baldios do Distrito de Aveiro, com o apoio da Junta de Freguesia de Válega, promoveu, sexta-feira, uma iniciativa de homenagem aos dois «mártires das videiras», mortos a 15 de Maio de 1939, na freguesia de Válega, concelho de Ovar. Seguiu-se uma romagem às campas dos trabalhadores assassinados. As iniciativas contaram com a presença de uma delegação do PCP, composta por Óscar Oliveira, da Direcção da Organização Regional de Aveiro (DORAV), e Afonso Sabença, do Comité Central.
Naquele ano, Salazar proibira a plantação de videiras americanas, excepto para porta-enxertos de castas portuguesas, medida que os agricultores de Válega não acataram, levando a GNR a deslocar-se ao local para cortar as videiras consideradas ilegais. O povo revoltou-se, armou-se com alfaias agrícolas, cercou os militares no adro da igreja e os sinos tocaram a rebate. A situação agravou-se e o governador civil de Aveiro deu ordem para a GNR abrir fogo. Do confronto resultaram mortos Jaime da Costa e Manuel Maria Valente de Pinho, agricultor de 38 anos. Várias outras pessoas ficaram feridas e foram presas.
Lobão
No mesmo dia 15, uma outra delegação do Partido, encabeçada por Andreia Mortágua, da DORAV, esteve presente numa acção de protesto da população de Lobão contra o encerramento do Serviço de Finanças de Feira 3. Presente esteve também o Movimento de Utentes dos Serviços Públicos de Santa Maria da Feira.
Entretanto, o PCP submeteu uma pergunta ao Governo para esclarecer qual o fundamento da decisão de concentrar o atendimento do Serviço de Finanças de Feira 3 no Serviço de Finanças de Feira 2, bem como sobre a avaliação foi feita quanto ao impacto negativo da medida nas populações e empresas da região abrangida.
O Partido questiona ainda a eventual existência de um plano de encerramento de mais serviços da Autoridade Tributária.




