- Nº 2738 (2026/05/21)

Quem tudo produz tem de ser valorizado

PCP

São os trabalhadores que produzem a riqueza, pelo que devem ser valorizados nos seus salários e direitos e não ainda mais penalizados com o pacote laboral, afirmou Paulo Raimundo no Estaleiro Municipal da Amadora, onde almoçou com os trabalhadores.

O Secretário-Geral do PCP almoçou anteontem, 19, no refeitório do estaleiro da Câmara Municipal da Amadora, ao mesmo tempo que dezenas de trabalhadores, na sua maioria Assistentes Operacionais – operários, cantoneiros, jardineiros, motoristas. Com Paulo Raimundo estiveram João Pimenta Lopes, vereador eleito pela CDU na Câmara Municipal da Amadora, e diversos dirigentes regionais e concelhios do PCP, alguns dos quais tratavam muitos dos trabalhadores pelo nome, conhecendo inclusivamente as suas situações profissionais, pessoais e até de saúde, tal é a regularidade da presença dos comunistas naquele local de trabalho.

Antes de comer, Paulo Raimundo saudou os trabalhadores presentes, demorando-se aqui e ali em algumas conversas. O mesmo que fez à saída, questionado por alguns trabalhadores que saíam para o turno da tarde a bordo dos seus veículos de trabalho: queriam saber por que razão as carreiras tinham sido revistas e os seus salários comprimidos ou as ferramentas de trabalho demasiado usadas não eram substituídas. A todos o dirigente comunista respondeu, defendendo a valorização dos trabalhadores e das suas condições de trabalho e remuneração.

Em declarações aos jornalistas, o Secretário-Geral do PCP lembrou que são os trabalhadores «que põem tudo a funcionar», «são os imprescindíveis», e que por isso merecem ser valorizados. Sobretudo num momento em que os preços de tudo o que é essencial aumentam brutalmente, enquanto têm ficado para trás a valorização das carreiras e o aumento dos salários, denunciou. Face a esta situação, o PCP propõe aumentos salariais intercalares imediatos.

Do que os trabalhadores não precisam, concluiu o dirigente comunista, é do pacote laboral, que a ser aprovado traria «mais precariedade, mais desregulação dos horários, mais pressão sobre os salários, mais despedimentos sem justa causa». O que vai determinar o desfecho deste processo, se o pacote laboral vai ou não ao chão, é a «força, unidade e luta dos trabalhadores», desde logo na greve geral de 3 de Junho.