- Nº 2739 (2026/05/28)

Luta a subir nos elevadores

Trabalhadores

Os trabalhadores das três grandes empresas de instalação e manutenção de elevadores e escadas rolantes estão em luta por aumentos salariais dignos e em defesa dos direitos, ameaçados pelas multinacionais do sector.

Na Kone, está marcada uma greve para amanhã, 29, pela negociação do caderno reivindicativo. Em causa estão as 17 exigências incluídas no documento apresentado pelos trabalhadores, entre as quais constam a retoma da contratação colectiva, aumentos salariais de 100 euros para todos, aplicação dos direitos do contrato colectivo (com criação de diuturnidades), subsídio de alimentação de 15 euros e um salário mínimo de 1150 euros em todas as categorias profissionais. Exige-se ainda a regulamentação, em acordo colectivo, do regime de piquete a nível nacional, a vinculação de quem ocupe postos de trabalho permanentes e o reconhecimento dos tempos de deslocação – primeiro e último – como horas de serviço.

Na Otis, estavam marcados plenários para terça-feira, 26, em Aveiro, Coimbra e Lisboa (Oriente), e terão lugar outros – no dia 29, em Cascais, e a 1 de Junho no Algarve e nos Açores. Em causa a intenção da empresa de adiar para o próximo ano quaisquer aumentos salariais, sendo que «o aumento do custo de vida está a fazer-se sentir todos os dias e a multinacional, com lucros de milhões de euros, tem condições financeiras para negociar a melhoria das condições de vida daqueles que geram toda essa riqueza», defende a Fiquimetal/ CGTP-IN.

Por seu lado, os trabalhadores da TKE estiveram em luta no dia 20, reagindo à intenção da multinacional finlandesa Kone de adquirir o grupo alemão. Os trabalhadores concentraram-se junto aos seus locais de trabalho exibindo faixas com a exigência de manutenção de postos de trabalho e salvaguarda de direitos.