MURPI festeja 48 anos com reivindicações

O lançamento do livro do 11.º Congresso do MURPI e o apelo ao Piquenicão Nacional marcaram as comemorações do 48.º aniversário da Confederação, realizadas em Alpiarça.

«A verdade é que as reformas são muito baixas»

A Confederação MURPI assinalou no dia 27 de Maio, na Associação de Reformados, Pensionistas e Idosos do Concelho de Alpiarça (ARPICA), os seus 48 anos de existência, com um conjunto de iniciativas que reuniram cerca de uma centena de reformados, entre os quais representantes de associações de diferentes pontos do País.

Na sessão evocativa realizada na parte da manhã – moderada por Celeste Baptista, vice presidente da Direcção do MURPI – foram sublinhados os principais problemas com que se confrontam os reformados, nomeadamente as baixas pensões da maioria, o aumento dos preços dos bens essenciais, a degradação do Serviço Nacional de Saúde (SNS) e a ausência de uma rede pública de lares, capaz de responder às necessidades existentes. Foi igualmente destacado que só o reforço da organização e da luta dos reformados poderá contribuir para garantir uma vida mais digna.

A apresentação do livro do 11.º Congresso do MURPI esteve a cargo de Casimiro Menezes, presidente da Assembleia Geral da Confederação. Rui Raposo, da Federação das Associações de Reformados, Pensionistas e Idosos do Ribatejo, destacou o papel do MURPI na defesa dos direitos da população reformada, e António Duarte, presidente da ARPICA, alertou para as dificuldades das associações de reformados, defendendo um maior apoio do Estado a instituições que desempenham um papel importante no combate ao isolamento e no apoio aos idosos.

História de conquistas
Na intervenção de encerramento, a presidente do MURPI, Isabel Gomes, associou a história da Confederação às conquistas alcançadas com o 25 de Abril e à defesa dos direitos consagrados na Constituição da República Portuguesa, que assinala este ano 50 anos.

A dirigente alertou para aquilo que classificou como uma ofensiva da direita e da extrema-direita contra esses valores, considerando que o direito a envelhecer com dignidade continua ameaçado pelas baixas pensões, pelo aumento do custo de vida e pelas dificuldades de acesso à saúde.

Sublinhando que muitas reformas não chegam para assegurar as despesas do mês, voltou a defender um aumento extraordinário de 50 euros nas pensões e reformas.

Isabel Gomes destacou ainda a recente jornada nacional de protesto promovida pelo MURPI em defesa da valorização das pensões, do Serviço Nacional de Saúde, da gratuitidade dos medicamentos e da criação de uma rede pública de lares e apoio domiciliário.

Na área da saúde, defendeu o reforço dos meios humanos e materiais do SNS, considerando que é o único garante de igualdade no acesso aos cuidados de saúde. Valorizou igualmente o papel das associações de reformados na promoção do convívio, da cultura e da participação social, defendendo mais financiamento público para estas estruturas e para respostas como centros de dia, apoio domiciliário e lares públicos.

A dirigente apelou ainda à participação no Piquenicão Nacional do MURPI, considerando-o um importante momento de convívio e afirmação colectiva dos reformados e pensionistas.

Depois de um almoço-convívio, as comemorações contaram com as actuações do Grupo de Jograis da ARPI de Benavente, do Grupo Musical da ARPICA e do Grupo de Cantares do Couço, seguindo-se o tradicional bolo de aniversário.

 



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