Ritmo e caminho da direita
Foram este sábado as “primárias” do quadragésimo terceiro Congresso do PSD, num calendário acelerado três meses por L. Montenegro (LM) para, como ele disse, «não perturbar o andamento da estratégia» com «dúvidas», sobre a liderança (claro), ou sobre a agenda eleitoral para a “maioria”. Fez-se a eleição interna, relativamente a 2024 LM obteve menos cerca de 2000 votos (14467) e menos percentagem (agora cerca de 25% dos eleitores do Partido). Estes são os números que importam e não a percentagem como candidato único.
O nome da Moção de LM ao Congresso – “Trabalhar, Fazer Portugal Maior” – é uma fusão do “deixem-me trabalhar” de Cavaco e do “MAGA” (fazer a América grande de novo) de Trump(!), é o “mainstream” “vendido ao aplauso”, como dizia P. Passos Coelho (PPC). A Moção preconiza: «potenciar, desbloquear, transformar, preparar e ampliar Portugal», agudizar a ruptura com Abril em todas as matérias, no caminho reaccionário que PSD, CDS, CH e IL têm seguido, cada um com os seus enfoques, mas em que todos propõem aumentar (mesmo que o não digam) o “ritmo” da ofensiva de direita e o conflito com Abril.
O (PPD/)PSD foi sempre o partido dos “barões”, traições e “vendetas” – o “grande líder” Cavaco quase o liquidou para vir a ser eleito PR. As guerras intestinas são muito duras, agora com PPC a acusar LM de «postiço sem integridade» e «prostituto sem carácter e sem reduto de pensamento» e LM a afastar de facto PPC da intervenção no partido. Mas resta-lhes sempre a política de direita para concretizar e “aumentar o ritmo”, cada vez pior. É nesse ponto que estão unidos e agora competem no PSD, numa feira de vaidades e interesses, tal como esbracejam CH, IL e CDS, mas sempre todos juntos no (para eles) mais essencial: levar mais longe a destruição de Abril.
Unidos para se “ofenderem” muito(!), com tantos gritos e espectáculo quanto seja necessário para que não se mobilize, não se veja, nem oiça a greve geral contra o pacote laboral e a luta dos trabalhadores e do povo. Porque é na greve geral e nesta luta que reside a coragem, a verdade, a força, determinação e confiança para interromper o ritmo e o caminho da política de direita, para impor a barões, postiços e forças sociais e políticas que a servem uma grande vitória do Portugal de Abril.




