PROSSEGUE A LUTA PARA DERROTAR O PACOTE LABORAL E VALORIZAR OS TRABALHADORES

“O PCP tem desenvolvido uma intensa e diversificada iniciativa”

O grande êxito da greve geral de 3 de Junho confirmou o acerto da sua convocação e constituiu um poderoso contributo para a derrota do pacote laboral. A adesão dos trabalhadores e o impacto público da greve contrariaram todas as manobras de condicionamento da adesão dos trabalhadores e todo o silenciamento do trabalho de mobilização.

O elevado número de empresas paralisadas, ou com níveis de adesão significativos, coloca fora da realidade todas as declarações do governo PSD/CDS e todas as narrativas pré-fabricadas que procuraram desvalorizar a força dos trabalhadores. O pacote laboral foi mais uma vez rejeitado pelos trabalhadores, com um papel importante e decisivo da CGTP-IN. O Movimento Sindical Unitário sai reforçado não só por todo o trabalho preparatório da greve geral, com elevadíssimo número de acções de contacto e plenários em empresas, mas também pelo alargamento de adesões e apoios. Este alargamento só foi possível pelo grau de contestação e pelo ambiente geral de indignação e protesto contra um pacote laboral que para além de não resolver nenhum dos problemas dos trabalhadores, facilita os despedimentos, ataca os salários e o poder de compra, promove a precariedade, ataca a negociação colectiva e os direitos dos trabalhadores, desregula a vida pessoal e familiar.

Da imprescindível continuação da luta contra o pacote laboral, que passará pela acção reivindicativa que se desenvolve nos sectores e nas empresas e locais de trabalho, salienta-se a concentração convocada pela CGTP-IN para 18 de Junho junto à Assembleia da República, coincidente com a discussão do pacote laboral. Este agendamento da discussão por parte do Governo PSD/CDS revela pressa, não cumpre mesmo os prazos estabelecidos legalmente para o período de consulta pública, mas também não deixa de constituir uma fuga de quem governa contra os trabalhadores e criou a ilusão que, apressando, se livra da luta e da rejeição dos trabalhadores. O que se impõe na Assembleia da República na próxima semana é que cada força política marque a sua posição votando contra o pacote laboral e não que encontre expedientes para viabilizar o seu andamento. As expressões de luta continuarão na próxima semana, desde logo no dia 15 de Junho com a realização da tribuna pública e greve da monodocência e a 19 de Junho com a greve nacional de trabalhadores da saúde.

O entendimento entre PSD/CDS e Chega para subverter a Constituição da República Portuguesa assume características de golpe inconstitucional e sublinha a disponibilidade para entendimentos para aprofundar o plano de ataque a direitos.

O PCP tem desenvolvido uma intensa e diversificada iniciativa, desde logo contribuindo para a mobilização dos trabalhadores para a greve geral, mas também com a realização de uma iniciativa sob o lema “Crianças e pais com direitos” e com a denúncia de que as alterações no Ensino Superior que o Governo PSD/CDS está a promover, com o apoio do Chega, PS e IL, visam a crescente mercantilização do Ensino Superior Público, no quadro de uma ofensiva mais global de privatização das funções sociais do Estado.

Decorrerão de 14 a 16 de Junho, nos distritos de Leiria e Coimbra, as Jornadas Parlamentares do PCP, inseridas no trabalho de acompanhamento dos problemas resultantes das intempéries que assolaram o País no início de 2026. Na Assembleia da República, esta semana, o PCP dará expressão à sua proposta de aumento intercalar das pensões.

Prossegue e importa desenvolver a acção de reforço do PCP “Um PCP mais forte. É preciso! É possível!”, presente e sublinhada na realização recente das Assembleias das Organizações Regionais de Beja, Évora e Santarém.