Contra ataques ao direito à greve
«A força colectiva dos trabalhadores continua a ser a principal resposta à arrogância patronal», salientou o SINTAB, a propósito das situações criadas pela administração e chefias da Super Bock, assinalando «a extraordinária adesão» à greve geral na empresa.
Ainda no dia 3, o sindicato revelou que, «numa tentativa evidente de minimizar o impacto da greve e dificultar a acção do piquete, a empresa decidiu implementar um controlo excepcional de entradas logo a partir da via pública», o que provocou enormes constrangimentos no trânsito. No passo seguinte, «perante a expressiva adesão dos trabalhadores e a crescente evidência do impacto da greve, vários administradores, directores e quadros superiores da Super Bock dirigiram-se aos membros do piquete, num tom de confrontação e intimidação». Por fim, «a administração decidiu solicitar a intervenção policial». Mas, no terreno, «as forças policiais constataram que os problemas de trânsito resultavam exclusivamente do dispositivo montado pela própria Super Bock e que o piquete de greve se encontrava a desenvolver uma acção perfeitamente pacífica e legal».
O SITE CSRA saudou os trabalhadores da Águas e Resíduos da Madeira, que «demonstraram enorme coragem» e tiveram «significativa adesão» à greve geral, apesar de o Governo Regional e a administração da ARM terem emitido (tal como a 11 de Dezembro) um despacho conjunto para imposição de serviços mínimos.
Estes, «em muitos casos, superaram o número de trabalhadores habitualmente presentes no local de trabalho», como se afirmou num comunicado da direcção do sindicato e da sua comissão sindical na ARM, assegurando que a impugnação de tal decisão «irá até às últimas consequências, no plano jurídico».
No Grupo Vila Galé, nos dias que antecederam a greve geral, «diversas chefias intermédias» recorreram a «grupos internos de comunicação», para difundirem mensagens em que solicitavam trabalhadores para um «plano de contingência», no dia 3 de Junho.
Como denunciou o Sindicato da Hotelaria do Sul, foi referida expressamente a necessidade de «garantir que temos as pessoas suficientes para prestar os serviços necessários» nos hotéis. Até afirmaram que seria assegurado alojamento, a quem residisse mais longe do local de trabalho.
O sindicato considerou este caso como «mais um exemplo do ambiente de pressão e intimidação que muitos trabalhadores da hotelaria continuam a enfrentar no exercício dos seus direitos fundamentais» e requereu a intervenção da Autoridade para as Condições do Trabalho.




