- Nº 2741 (2026/06/11)

O mundo sabe onde está a verdade

Internacional

Do México à China, do Vietname à Rússia, de Espanha ao Brasil, da Nicarágua ao Sri Lanka, multiplicam-se por todo o mundo mostras de solidariedade internacional com Cuba, a sua revolução, o seu povo. Recentemente, o primeiro-ministro cubano, Manuel Marrero, agradeceu nas redes sociais aos amigos, governos e organizações que levantaram a sua voz em defesa da ilha. «Multiplicam-se as mensagens de solidariedade com Cuba e as vozes que condenam o bloqueio, o cerco energético e as medidas coercivas do governo dos EUA com o seu impacto devastador na vida quotidiana do nosso povo», escreveu o dirigente cubano. E destacou que «o mundo sabe de que lado está a verdade».

Também em África – na África do Sul, no Zimbabué, na Namíbia, em Angola, em Moçambique, em Cabo Verde – sucedem-se acções solidárias com Cuba.

Há dias, na cidade da Praia, um grupo de antigos estudantes cabo-verdianos formados em Cuba promoveu uma exposição de pintura integrando 15 quadros para venda, cuja receita será utilizada na compra de produtos essenciais a enviar para a ilha caribenha, que enfrenta um severo bloqueio ilegal imposto por Washington. Antes de abrir a exposição, metade dos quadros já tinham sido adquiridos… A abertura da exposição solidária contou com a presença de um velho amigo da Revolução Cubana, Pedro Pires, que foi primeiro-ministro e presidente da República de Cabo Verde e que hoje preside à Fundação Amílcar Cabral. Segundo os organizadores da exposição, citados pela imprensa, na segunda metade dos anos 70 e nas décadas de 80 e 90 do século passado, milhares de jovens cabo-verdianos beneficiaram de formação académica e técnica em Cuba.

Noutra capital africana, Harare, a iniciativa “Sim por Cuba”, a 31 de Maio, incluiu momentos culturais e intervenções políticas de solidariedade com a ilha, com a exigência unânime dos participantes do fim ao bloqueio e contra uma eventual agressão militar dos EUA. Cerca de 200 licenciados na ilha, membros da Associação de Amizade Zimbabué-Cuba (Zicufa), cooperantes em áreas da saúde e da educação, representantes de instituições governamentais, académicas e juvenis participaram no evento com o firme propósito de reiterar que Cuba não está só na sua luta pela soberania e independência. O secretário-geral da Zicufa, Ernest Nyatanga, interveio e realçou que chegou o momento de os antigos estudantes em Cuba evidenciarem o compromisso de ajudar a sua segunda pátria, que os acolheu e preparou como profissionais, «partilhando tudo, como sempre».

Do seu lado, a cubana Maria Eugénia García, chefe da 14.ª Brigada Médica, recordou como expressão da solidariedade entre Cuba e o Zimbabué a permanência nesse país africano de contingentes de saúde de maneira ininterrupta desde há 40 anos.

Por coincidência, Cuba assinalou há dias o 63.º aniversário do início da sua cooperação médica internacional, uma página de solidariedade que começou em 1963 com o envio da primeira brigada para a Argélia recém-independente.

Desde então, mais de 605 mil trabalhadores cubanos da saúde colaboraram em 165 países. A ilha, apesar das pressões dos EUA e das suas campanhas de manipulação e ódio contra a cooperação médica cubana, «continuará a levar saúde e solidariedade a cada canto do mundo que precisar», assegurou Havana.

Carlos Lopes Pereira