- Nº 2741 (2026/06/11)O exército sionista continua a cometer crimes de guerra e terrorismo organizado na Faixa de Gaza e na Cisjordânia, acusam autoridades palestinianas. As crianças contam-se entre os grupos mais afectados pela agressão genocida israelita.
Lusa
Atacar famílias dentro das suas habitações revela a mentalidade criminosa do exército israelita, que se gaba de matar mulheres e crianças e viola o direito internacional humanitário e as Convenções de Genebra, acentuou. Fattouh considerou ainda que essas violações contrariam de forma flagrante todos os acordos e compromissos políticos e de segurança existentes. Também criticou o governo dos EUA ao assinalar que «tem a obrigação de assumir as suas responsabilidades políticas, morais e legais para deter esta agressão e conter» o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.
Face a esta situação, o dirigente palestiniano apelou ao mundo, e em especial às Nações Unidas, no sentido de adoptar medidas imediatas e vinculantes para finalizar as matanças e levar perante a justiça internacional os culpados.
Foi, entretanto, noticiado que, em resultado dos bombardeamentos israelitas contra a Faixa de Gaza, apesar do cessar-fogo teoricamente em vigor, continua a crescer o número e mortos e feridos entre a população palestiniana. Segundo dados oficiais, quase 73 mil palestinianos morreram e mais de 173 mil ficaram feridos em resultado dos ataques do exército ocupante, desde o início do actual ciclo de violência, em 2023.
Tanto a ONU como organizações não-governamentais e governos elevaram a voz nas últimas semanas perante o incremento da crise humanitária no território, onde vivem mais de dois milhões de pessoas.
Crimes israelitas contra as crianças
As crianças palestinianas encontram-se entre os grupos mais afectados pela contínua agressão israelita face aos crimes sistemáticos, como assassinatos, ferimentos, detenções e deslocamentos forçados, denunciou uma fonte oficial em Ramala.
A ministra palestiniana de Assuntos da Mulher, Mona Al-Khalili, criticou numa nota de imprensa a privação de serviços básicos contra os menores, o que, disse, mina os seus direitos à vida, à saúde, à educação e à protecção.
Al-Khalili questionou a grave situação humanitária e jurídica das crianças na Faixa de Gaza e na Cisjordânia, incluindo Jerusalém Oriental.
Este sofrimento representa uma violação flagrante do direito internacional humanitário e da Convenção sobre os Direitos da Criança, afirmou a responsável, que pediu uma acção global urgente para travar esses crimes. Assinalou que milhares de crianças morreram, foram feridas ou tiveram de ser deslocadas à força desde o início da agressão contra o território costeiro palestiniano. Alertou também para as contínuas agressões contra as crianças da Cisjordânia, incluindo Jerusalém Oriental, entre as quais citou os ataques dos colonos, detenções, deslocamentos forçados e restrições ao acesso à educação e aos serviços básicos.
A ministra abordou a situação dos menores presos nos cárceres israelitas e as profundas consequências psicológicas e sociais derivadas da guerra, da violência, do deslocamento forçado e da perda de familiares. Acentuou que protegê-los implica pôr fim à política de impunidade e exigir responsabilidades a quem cometer crimes contra crianças. Proteger os menores não é só uma responsabilidade nacional, mas uma obrigação legal e moral que recai sobre toda a comunidade internacional, para garantir o seu direito à vida, à dignidade, à segurança e a um futuro seguro e justo, insistiu.