- Nº 2741 (2026/06/11)

Risco de encerramento no Hospital de Serpa

PCP

«A situação de pré-ruptura e o risco de encerramento do Hospital de São Paulo, em Serpa, não são um acidente, mas sim o resultado directo da opção política de governos PS e PSD/CDS, de desinvestimento e desmantelamento do SNS», salienta a Comissão Concelhia de Serpa.

O organismo recorda, em nota, que a gestão da unidade hospitalar foi entregue, em 2014, à Santa Casa da Misericórdia. A decisão nunca foi revertida apesar das várias propostas apresentadas pelo PCP que previam o retorno do hospital ao SNS.

Sob a gestão da Santa Casa da Misericórdia, lê-se no comunicado, a população da região «enfrenta o encerramento sistemático da urgência», deixando «milhares de utentes sem resposta». «É inadmissível que, num distrito onde a resposta hospitalar já é deficitária, se permita a degradação de um hospital que poderia servir a população», acusa a Concelhia comunista, que recorda que o Hospital de Serpa «nunca fechou as portas» enquanto esteve sob gestão pública.

Segundo o comunicado, os trabalhadores do hospital são igualmente vítimas da gestão privada: existem «relatos de salários e subsídios em atraso, incumprimentos perante prestadores de serviços, falta de condições de trabalho e rescisões motivadas por instabilidade» que «revelam uma situação inadmissível e indigna de um país que consagra o direito à saúde na sua Constituição».

Para o PCP, esta realidade demonstra, mais uma vez, que este modelo de gestão não serve a população. «Serve apenas para desresponsabilizar o Estado, fragilizar o SNS e abrir caminho à privatização da saúde», afirmam os comunistas serpenses.