Solidariedade com Cuba sai à rua em Lisboa contra bloqueio dos EUA
A Associação de Amizade Portugal-Cuba (AAPC) e o Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) promovem, no dia 25 de Junho, às 18h00, em Lisboa, uma acção de protesto sob o lema «Solidariedade com Cuba! Fim ao bloqueio, à agressão e às ameaças dos EUA!».
«Cuba não está só! Cuba vencerá!»
A iniciativa – para exigir o fim das sanções impostas a Cuba e a defesa da sua soberania – terá início na Cidade Universitária (Cantina Velha), passando pela Embaixada dos EUA e terminando em Sete Rios, em frente ao Jardim Zoológico.
As organizações promotoras denunciam o bloqueio económico imposto pelos EUA a Cuba, considerando-o ilegal e cruel, agravado nos últimos meses com o chamado cerco petrolífero e o reforço do seu carácter extraterritorial. Afirmam que estas medidas têm contribuído para a degradação das condições de vida do povo cubano.
AAPC e CPPC alertam ainda para o que classificam como a ameaça de agressão militar por parte dos EUA, considerando que se trata de uma política que viola a soberania de Cuba e os princípios da Carta das Nações Unidas e do direito internacional. «Não podemos ficar indiferentes», afirmam os promotores, apelando à mobilização pública em solidariedade com Cuba e o seu povo.
Concerto pela Paz
A defesa da paz e da solidariedade entre os povos esteve igualmente em destaque no Concerto pela Paz realizado na passada sexta-feira, no Teatro Rivoli, no Porto, promovido pelo CPPC. O espectáculo – apresentado por Iolanda Oliveira, com voz off de Rui Pereira – reuniu artistas de diferentes gerações e expressões artísticas, com actuações de O Bando dos Gambozinos, Barruma, Miguel Ramos, Maze e o Coral de Letras da Universidade do Porto.
Na sua intervenção, Isabel Camarinha, presidente da Direcção Nacional (DN) do CPPC, sublinhou a necessidade de prosseguir e intensificar a luta pela paz e a solidariedade entre os povos, numa conjuntura internacional marcada pelo agravamento de conflitos e por crescentes perigos à escala mundial. Referindo diversas guerras em curso, defendeu que a resolução dos conflitos deve assentar no diálogo, na negociação e no respeito pelo direito internacional.
A dirigente destacou ainda a importância da mobilização dos povos em defesa da paz, num momento em que aumentam as ameaças de guerra e as ingerências contra países soberanos. A presença de Ilda Figueiredo, antiga presidente da DN do CPPC, foi assinalada com uma prolongada ovação do público.




