PS dá a mão ao Governo para salvar PSU
Contando com o voto contra do PCP, a Assembleia da República, no dia 25, autorizou o Governo a criar uma prestação social única (PSU), eliminando um conjunto de apoios como o rendimento social de inserção ou o subsídio social de desemprego.
No mesmo dia, 25, Alfredo Maia assegurou que a proposta, que teve o acordo do PS, mantém a sua «concepção profundamente reaccionária».
«Esta iniciativa, a forma como foi apresentada e o simulacro de discussão dizem muito do preconceito da direita contra os pobres», frisou.
Dois dias depois, no domingo, na conferência de imprensa após a reunião do Comité Central (ver págs. 4-7), Paulo Raimundo avaliou que o PS «entendeu dar a mão» a um governo «derrotado e isolado» para «salvar a PSU».
O Secretário-Geral sublinhou que, para o PCP, o importante não é saber de quem é que o Executivo se aproxima ou se afasta, mas saber os efeitos das decisões políticas que são tomadas.
No caso da prestação social única, como referiu Alfredo Maia, os efeitos negativos são muitos. Falta, explicou, uma referência ao valor concreto da PSU. Nessa ausência, a prestação poderá ser inferior aos apoios actuais.
O deputado apontou, ainda, para a imposição de actividades de solidariedade social («trabalho não remunerado»), que, avaliou, não só mostra uma «visão caritativa passadista» como é um «verdadeiro castigo» que traduz um «preconceito injusto e inaceitável» da direita: «os pobres são pobres porque querem».




