Venezuela atingida por violentos sismos
Os sismos que atingiram a Venezuela no final da semana passada causaram até ao momento do fecho desta edição, mais de 1700 mortos e 5000 feridos e milhares de desaparecidos, segundo as autoridades venezuelanas, havendo ainda numerosas pessoas dadas como desaparecidas.
A Administração norte-americana rouba e mantém milhares de milhões de activos da Venezuela retidos nos EUA
Lusa
De acordo com o presidente do parlamento venezuelano, Jorge Rodríguez, os feridos têm sido atendidos em hospitais e clínicas, em especial em Caracas e em La Guaira, a região mais afectada pelos sismos de 7,2 e 7,5 de magnitude, na que considera ter sido a «mais brutal catástrofe natural» da história do país.
Os sismos fizeram colapsar ou danificaram centenas de edifícios, incluindo 38 hospitais, habitações e centros comerciais, bem como pontes, estradas e outras infra-estruturas. Equipas de socorro e resgate venezuelanas, com a mobilização e o apoio da população e de organizações políticas e sociais, têm trabalhado sem cessar, auxiliadas por equipas que foram enviadas por diversos países. Chegaram já à Venezuela 3.681 socorristas, 137 cães treinados para este tipo de operações, 49 veículos de apoio e 1.086 toneladas de suprimentos vários, oriundos de mais de 30 países.
Um dos países que enviou socorristas foi Cuba, apesar das dificuldades que ela própria enfrenta em consequência do agravamento do cruel bloqueio imposto pelos EUA.
A suspensão por quatro meses das sanções contra a Venezuela, anunciada por Washington, para “facilitar as operações de socorro”, é em si mesmo uma denúncia dos criminosos efeitos destas medidas coercivas impostas pelos EUA na economia venezuelana. Recorde-se que os EUA, criminosamente, não levantaram ou diminuíram a gravidade do bloqueio contra a Venezuela e o povo venezuelano durante a pandemia de COVID-19.
Um acto de cinismo
O anúncio de ajuda de 150 milhões de dólares à Venezuela só pode ser lido como um acto de puro cinismo por parte dos EUA, que mantém um bloqueio e impõe uma tutela sobre a economia venezuelana – usando-os como instrumentos de permanente chantagem sobre o país, incluindo quanto às suas relações externas. Ao mesmo tempo que rouba e mantém milhares de milhões de activos soberano retidos nos EUA e noutros países, como a Inglaterra ou Portugal – onde o Novo Banco continua a bloquear 1,5 mil milhões pertencentes à Venezuela. No caso dos EUA, ajuda seria pôr fim à sua agressão e ingerência contra a Venezuela.
Recorde-se que os EUA agrediram militarmente a República Bolivariana da Venezuela e mantém sequestrado o seu legítimo Presidente, Nicolás Maduro, e a deputada Cilia Flores, desde 3 de Janeiro de 2026.
Solidariedade!
O PCP expressou «a solidariedade dos comunistas portugueses à República Bolivariana da Venezuela, ao povo venezuelano e à comunidade portuguesa na Venezuela, atingida por violentos sismos». Em nota de imprensa, apresentou votos de pesar por tão trágico acontecimento e enviou «as suas mais sentidas condolências às famílias das vítimas». «Valorizando a pronta iniciativa na ajuda às populações afectadas por esta calamidade, o PCP expressa o desejo que os efeitos provocados pelos sismos sejam rapidamente superados».
Também o Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC), o Movimento Democrático de Mulheres (MDM) e outras organizações portuguesas manifestaram a sua solidariedade e repudiaram quaisquer tentativas de instrumentalizar esta tragédia para desrespeitar e atacar ainda mais a soberania da Venezuela e os direitos do seu povo.




