- Nº 2744 (2026/07/2)

Assembleias no distrito de Lisboa preparam caminho em frente

PCP

Nas assembleias que o Partido tem realizado pelo País inteiro está o pulsar da vida e do trabalho. No distrito de Lisboa, à semelhança de outras organizações regionais, realizaram-se, entre outras, as assembleias de Loures, Sintra, Vila Franca de Xira, Cascais e Lisboa.

A resolução «Um PCP mais forte. É preciso! É possível!», aprovada pelo Comité Central, apontou a realização, em 2026, de assembleias das organizações que as não realizam desde 2022. É exactamente isso que tem acontecido por todo o País.

No PCP, estas assembleias são momentos altos da profunda democracia interna pela qual se rege o colectivo partidário. Antecedam-nas amplos momentos de discussão que procuram envolver todos os militantes – do colectivo de base aos próprios organismos de direcção, em que todos são chamados a dar o seu contributo. Analisa-se a situação nacional, internacional, regional, local ou de empresa ou sector e procura-se ligar o Partido à vida do povo e dos trabalhadores.

Em Lisboa

No distrito de Lisboa, os militantes comunistas têm dado importantes contributos para enriquecer os debates em torno da realização destas assembleias. Em Loures, o reforço da intervenção e organização do Partido junto dos trabalhadores nas empresas e locais de trabalho foram estabelecidos como prioridades, assim como a responsabilização de quadros. Já sobre a intervenção concreta, na XVI Assembleia da Organização Concelhia de Loures definiu-se a necessidade de continuar a lutar pela defesa do SNS e pelo direito à habitação, com a dinamização das comissões de utentes e de moradores. Na comissão concelhia eleita, 37 dos 47 elementos são membros de organizações representativas de trabalhadores, dirigentes associativos ou eleitos locais, garantindo assim uma forte ligação à realidade local.

Na assembleia de Sintra culminou-se um período de três meses de preparação, com a realização de assembleias em oito freguesias e no sector de empresas, onde se deram importantes passos para ultrapassar deficiências. Foi o caso, por exemplo, da eleição de um novo organismo de direcção; a definição de empresas prioritárias; a atribuição de responsabilidades por estas empresas; e medidas de destacamento de quadros de organizações de freguesia para integrar este trabalho, assegurando assim uma intervenção regular no sector empresarial.

Em Vila Franca de Xira faz-se notar que 18 dos 117 delegados não eram militantes na última assembleia, mais de metade dos recrutamentos realizados durante esse período (30). O que representa um resultado positivo no que diz respeito à integração de novos camaradas. Entre os novos membros (12) da comissão concelhia eleita (com 32 camaradas), cinco têm menos de 40 anos e sete foram recrutados após a assembleia anterior.

Na assembleia de Cascais verificou-se uma redução da média etária em quatro anos e a renovação do próprio organismo de direcção. Identificou-se também a necessidade de responsabilizar novos camaradas por tarefas variadas.

Já no processo de preparação da IX Assembleia da Organização do PCP da Cidade de Lisboa realizaram-se 30 reuniões e assembleias electivas que contaram com a participação de mais de 280 militantes, vindos recentemente ao Partido. O Projecto de Resolução Política, aprovado por unanimidade, contou com mais de 200 propostas de alteração.

Das 38 intervenções realizadas destacam-se exemplos concretos e bem sucedidos a diferentes níveis da intervenção do Partido: a dinamização de lutas específicas dos moradores pelo direito à habitação; avanços no contacto com imigrantes; a iniciativa política autárquica; a dinamização de um abaixo-assinado contra a linha circular do Metropolitano; o incremento das bancas de venda do Avante!; e a realização de propaganda específica.