- Nº 2744 (2026/07/2)

Reforço da acção reivindicativa é prioridade para a CGTP-IN

Trabalhadores

O Conselho Nacional da CGTP-IN, reunido em Lisboa no dia 25, realizou um balanço da derrota do pacote laboral e dos passos a tomar pelo movimento sindical unitário daqui para a frente.

Na resolução aprovada pelo seu órgão dirigente, a central aponta a necessidade de dar continuidade à acção reivindicativa, convocando diversas iniciativas em todo o País para a valorização desta vitória dos trabalhadores, sob o lema «Vitória da luta! Derrotámos o pacote laboral!».

Logo na manhã de sexta-feira, 26, as uniões de sindicatos de Lisboa e Setúbal promoveram uma tribuna pública no Largo José Saramago, que contou com a participação de Tiago Oliveira.

O Secretário-Geral da CGTP-IN esteve também presente, no mesmo dia, à tarde, numa tribuna junto ao Hospital de São João, no Porto, promovida pela união de sindicatos da região.

Nas duas acções, os participantes puderam ouvir intervenções de activistas sindicais de diversos sectores.

Foi a luta que venceu o pacote

A confederação lembra que foi a luta desenvolvida ao longo dos últimos onze meses que derrotou o pacote, saudando todos os trabalhadores, estruturas e pessoas dos mais variados sectores que se juntaram a este combate.

«Foi este poderoso caudal de luta e as decisões tomadas no momento certo que determinaram o desfecho deste processo», obrigando, inclusive, a fazer recuar os que, «até à última hora», tudo fizeram para viabilizar as alterações à legislação laboral, sublinha a Intersindical.

Potenciar o trabalho de sindicalização

O Conselho Nacional aponta para a necessidade da intensificação da acção reivindicativa nos locais de trabalho pelo aumento geral dos salários e em defesa dos direitos e da contratação colectiva.

Para tal, afirma, é preciso «potenciar o trabalho de sindicalização e reforço de organização», designadamente a partir de todos os trabalhadores que se sindicalizaram aquando das greves gerais.

A CGTP-IN convocou, para hoje, um plenário de sindicatos.

O combate não pára por aqui

A resolução lembra que as «concepções e projectos protagonistas do pacote laboral» permanecem nos objectivos dos seus promotores, visando «o retrocesso e agravar a exploração e as injustiças».

Desta forma, o órgão dirigente da central reafirma, «como acção central e prioritária», a luta nas empresas e locais de trabalho pelo aumento de todos os salários em, pelo menos, 15 por cento (no mínimo 150 euros).

A Intersindical define, ainda, como prioridades, o combate pela revogação das normas gravosas da legislação laboral e em defesa dos serviços públicos e funções sociais do Estado, designadamente a Segurança Social, o SNS e a educação.