- Nº 2744 (2026/07/2)
O Porto acolheu, no dia 26, o XXVI Encontro Nacional de Comissões e Sub-comissões de Trabalhadores, sob o lema «Pelos direitos, resistir é vencer».
Na resolução da reunião, aprovada por unanimidade, os representantes das comissões de trabalhadores (CT) lembraram que, mesmo com a vitória sobre o pacote laboral, não podem baixar os braços.
As CT, afirma a resolução, rejeitam novas tentativas de redução de direitos, aumento da precariedade, enfraquecimento da contratação colectiva ou facilitação dos despedimentos.
O Encontro aprovou uma saudação aos trabalhadores pela derrota que impuseram ao pacote.
Além da resolução, o Encontro aprovou moções específicas pelo aumento dos salários e pensões, em defesa do sistema público, universal e solidário de Segurança Social e em defesa da paz.
Prioridade à melhoria dos salários
O aumento dos salários foi o principal objectivo traçado na resolução do Encontro, seja com um aumento intercalar com efeitos a Junho deste ano, seja com um «aumento significativo» do salário mínimo e actualizações salariais em 2027, que reflictam a valorização das carreiras e reponham o poder de compra perdido em 2026.
Na resolução, frisa-se a necessidade de continuar a reivindicar a garantia do exercício e o alargamento dos direitos das CT, designadamente com o aumento do tempo de dispensa dos seus membros e dos elementos das suas coordenadoras, «factor importante à promoção de um maior equilíbrio nas relações laborais».
As CT comprometem-se, ainda, a lutar por objectivos como o aumento das pensões, a integração dos trabalhadores precários, as 35 horas semanais, o fim da desregulação dos horários, a revogação das normas gravosas da legislação laboral, o direito de reforma aos 65 anos ou após 40 anos de descontos e a valorização dos trabalhadores em regime de trabalho por turno ou em profissões de elevada penosidade e desgaste rápido.