Plenário exige explicações sobre futuro do Arsenal do Alfeite
Reunidos em plenário geral à frente da sede do Governo, os trabalhadores do Arsenal do Alfeite exigiram explicações quanto ao futuro do estabelecimento e a sua manutenção como estaleiro público.
Trabalhadores reivindicam estaleiro 100% público
Os mais de 150 arsenalistas presentes aprovaram, por unanimidade e aclamação, uma resolução que foi entregue na Presidência do Conselho de Ministros – precisamente à mesma hora em que o Governo estava a reunir.
Os trabalhadores transmitiram ao Executivo um conjunto de reivindicações, nomeadamente a clarificação das intenções do Governo quanto ao futuro do Arsenal (modelo societário, natureza jurídica e composição do capital social) e a exigência da manutenção de um estaleiro naval «100 por cento público, coeso e no cumprimento integral da manutenção de toda a frota da Marinha».
Na resolução requer-se explicações quanto à falta de nomeação de dois vogais do conselho de administração da empresa (incompleto há quase dois anos), e em relação à ausência de candidatura pelo Arsenal no concurso para a modernização da fragata Vasco da Gama. «Foi ganho por outra empresa que, no entanto, vai executar os trabalho nas instalações do Arsenal», lê-se.
O plenário pretende saber quais as medidas em perspectiva para assegurar a continuidade da manutenção e reparação de submarinos no estaleiro e exige que a empresa pública admita trabalhadores em número suficiente para inverter a «drástica diminuição» registada no pessoal do Arsenal. Exige-se, ainda, a discussão e negociação do caderno reivindicativo e a resolução da situação dos 35 trabalhadores posicionados em nível salarial inferior ao que deveriam deter.
A acção foi convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores Civis das Forças Armadas e pela Comissão de Trabalhadores do Arsenal, que criticam a falta de resposta do ministro da Defesa a um pedido de reunião enviado em Setembro de 2025 e reiterado em Fevereiro deste ano.
O Secretário-Geral da CGTP-IN marcou presença no plenário, onde interveio. Também participou uma delegação do PCP, encabeçada por Eduardo Vieira, do Comité Central.




