1956 – fundado no Brasil o jornal “Portugal Democrático”
Publicado no exílio, em São Paulo, entre 1956 e 1975, o jornal “Portugal Democrático” tornou-se uma importante voz da oposição democrática portuguesa no estrangeiro. O seu primeiro número foi lançado a 7 de julho de 1956. Por iniciativa de Vítor de Almeida Ramos e de Manuel Ferreira de Moura, ambos militantes do PCP, foi possível reunir naquele projeto republicanos, socialistas, comunistas, católicos progressistas e muitos outros democratas na luta contra a ditadura fascista. Nele participaram, entre outros, Jaime Cortesão, Adolfo Casais Monteiro, Jorge de Sena, Joaquim Barradas de Carvalho, Miguel Urbano Rodrigues, Eduardo Lourenço, Fernando Lemos e Maria Archer.
O “Portugal Democrático“ também correspondeu a um movimento político, sendo um instrumento de resistência política, de combate à censura e de defesa da democracia. Através da divulgação de informação livre, da denúncia das práticas repressivas do fascismo e da mobilização da oposição no exílio, contribuiu para enfraquecer a imagem internacional da ditadura e para manter viva a esperança de uma mudança democrática em Portugal. É hoje reconhecido como uma das publicações mais importantes da imprensa portuguesa no exílio e um símbolo da resistência ao fascismo de Salazar e Caetano.




