- Nº 2745 (2026/07/9)

JCP e PCP defendem que nenhum estudante deve ser prejudicado com os erros do Governo

Nacional

A JCP desafiou o Governo a convocar uma reunião extraordinária do Conselho Consultivo da Juventude até 8 de Julho, para analisar os problemas registados no processo dos Exames Nacionais do Ensino Secundário.

Numa carta dirigida à ministra da Cultura, da Juventude e do Desporto, a JCP considera que o adiamento da divulgação dos resultados da 1.ª fase dos exames e das datas da 2.ª fase agravou a incerteza de milhares de estudantes e famílias, colocando em causa o acesso de muitos alunos à realização da segunda fase e, consequentemente, ao ingresso no ensino superior.

A organização afirma que «não se admite» que um processo «tão exigente e decisivo» decorra sem a garantia dos meios necessários ao seu funcionamento, criticando igualmente as declarações do ministro da Educação, a quem acusa de ter tratado a situação com «aparente leveza».

Na carta, a JCP sustenta que os acontecimentos vieram demonstrar as limitações do actual modelo de Exames Nacionais, defendendo que estas provas «não fornecem qualquer tipo de rigor ou exigência à Escola Pública» e funcionam sobretudo como um mecanismo de selecção para o Ensino Superior.

Alterações radicais

No dia 1 de Julho, o PCP salientou que os problemas verificados não podem ser desligados das alterações radicais de 2025 no Ministério da Educação, Ciência e Inovação, feitas, «à revelia das instituições, das escolas, da comunidade educativa e das estruturas representativas dos trabalhadores da educação».

Ao contrário do anunciado, essa tal reforma não representa nenhuma modernização administrativa, não trouxe maior simplificação de processos, nem permitiu uma melhor articulação entre o ministério, as escolas e professores.

Simultaneamente, acusam os comunistas, o Governo continua a não reconhecer a sua responsabilidade sobre todos os problemas que se têm verificado, como o desrespeito de prazos, a impossibilidade de aceder à plataforma de classificação, a convocação de professores para classificar provas de disciplinas que não leccionam ou de professores aposentados.

Na segunda-feira, 9, o Grupo Parlamentar do PCP requereu a audição com urgência do ministro da Educação.