- Nº 2745 (2026/07/9)O PCP desafiou, no dia 1, numa conferência de imprensa em frente ao Hospital Nossa Senhora da Oliveira, o primeiro-ministro a almoçar em Guimarães com apenas 2,4 euros, valor que equivale ao subsídio de refeição predominante no sector têxtil. O repto surgiu a par de tantos outros colocados ao Executivo sobre as áreas da saúde, habitação, cultura, mobilidade, ambiente e direitos laborais.
O desafio foi feito pela Direcção da Organização Regional de Braga (DORB) do PCP dois dias antes do Conselho de Ministros que se realizou no Paço dos Duques de Bragança, na mesma cidade, para assinalar o arranque do programa de celebração dos 900 anos da Batalha de São Mamede (ver página 32).
«Ao fim de dois anos de acção do Governo é possível afirmar que não só a maioria dos problemas se agravou, como se acrescentaram novas ameaças às condições de vida e ao desenvolvimento do País», afirmou-se em declarações à imprensa. «A concretização da agenda do grande capital tem na acção do Governo PSD/CDS o seu principal motor, com a sua viabilização a envolver o apoio, quer do Chega e da IL, quer do próprio PS», salientaram ainda.
No actual contexto de agravamento da situação económica e social, de aumento do custo de vida, dificuldades de resposta em diversos serviços públicos, a DORB reclamou que o Conselho de Ministros não se remetesse a uma «mera acção de propaganda com declarações de patriotismo pouco sentidas». Ao invés, deveria «constituir uma oportunidade para a tomada de decisões que correspondam efectivamente às aspirações da população».
Entre os cerca de 15 problemas e exigências colocadas, o PCP desafiou o Executivo a considerar o valor do subsídio de alimentação no têxtil, sector com grande peso na região onde os trabalhadores auferem salários «muito baixos»; a concretizar o passe intermodal e inter-regional no distrito; a abandonar a intenção de entrega do Hospital de Braga de novo à gestão privada; à construção de habitação pública de renda apoiada; a financiar de forma justa o Centro Internacional das Artes José de Guimarães; e a preservar as linhas de água em todo o território do distrito.