- Nº 2745 (2026/07/9)

Solidariedade com os afectados pelos incêndios em Viseu e Aveiro

PCP

Lusa

As direcções das organizações regionais de Viseu (DORV) e de Aveiro (DORAV) do PCP manifestaram, no dia 6, a sua maior solidariedade com a população afectada pelos incêndios que lavraram em ambos os distritos – nos concelhos de Vouzela, Oliveira de Frades, Tondela e Águeda –, assim como a todas as forças que estiveram envolvidas no combate às chamas, como aos bombeiros e profissionais da Protecção Civil.

Para a DORAV, a «tragédia crónica» que assolou praticamente todo o concelho de Águeda pôs em evidência, mais uma vez, a necessidade de aumentar os meios de combate aos incêndios, bem como os problemas há muito identificados no que concerne à prevenção e ao ordenamento do território, à valorização da actividade florestal e silvícola, à fixação das populações, ao incentivo da pequena produção agropecuária e à defesa e valorização dos baldios e respectivas associações.

Entre outras exigências, o organismo de direcção regional coloca ainda a necessidade de concretizar a Lei de Bases da Floresta e dos Planos Regionais de Ordenamento da Floresta, instrumentos que, apesar de fundamentais para o ordenamento do território, «nunca saem do papel». Apela igualmente ao reforço dos serviços do Estado, como o Instituto da Conservação da Natureza e da Floresta.

Em Viseu, a DORV informa que, segundo as informações disponíveis, o incêndio que lavrou em três concelhos do distrito consumiu milhares de hectares de floresta e mato, provocou feridos graves e ligeiros, entre bombeiros e civis, e destruiu totalmente uma fábrica de componentes de madeira e de produção de biomassa em Campia.

Perante esta situação, o PCP considera indispensável que o Governo, em articulação com as autarquias, proceda de imediato ao levantamento rigoroso dos prejuízos sofridos pela população, agricultores, pequenos produtores, empresas e instituições locais, garantindo respostas rápidas, justas e sem entraves burocráticos. Ao mesmo tempo, afirma a DORV, é necessário reforçar os meios de prevenção e combate aos incêndios, valorizar os bombeiros e sapadores e dotar os serviços públicos de recursos humanos e materiais adequados.

«É igualmente necessário assegurar que nenhum trabalhador seja penalizado por esta calamidade. Os postos de trabalho devem ser defendidos, os salários garantidos e as empresas afectadas apoiadas na retoma da actividade», lê-se na nota emitida.

PCP em defesa dos bombeiros

No dia 5, nas duas iniciativas em que participou em Ponte de Lima e Vilar de Mouros (ver página 10), o Secretário-Geral do PCP endereçou também uma saudação a todos os envolvidos no combate às chamas e solidarizou-se com a população afectada por estes incêndios.

Por iniciativa do PCP, foi aprovada recentemente, na Assembleia da República, com as abstenções de PSD, CDS e IL, uma proposta que reforça os direitos dos bombeiros (ver página 18).