Em greve na Hiscox, ZF, Indáqua e Casino da Figueira
O início do mês Julho tem sido marcado pela realização ou marcação de greves em diferentes sectores.
No dia 3, os trabalhadores da Hiscox, do ramo dos seguros, cumpriram um dia de greve e concentraram-se à porta da sede da empresa, em Lisboa. O Secretário-Geral da CGTP-IN marcou presença nesta concentração.
A razão da luta foi clarificada pelo SINAPSA: a transmissão de estabelecimento destes funcionários para a Genpacto, empresa de outsourcing. Com este processo, afirma o sindicato, os trabalhadores continuarão a cumprir as mesmas funções no mesmo local de trabalho sem ver assegurados os direitos que dispõem com o actual contrato colectivo de trabalho. O seguro de saúde gratuito ou os três dias de baixa pagos pela empresa são alguns dos direitos em causa.
O SINAPSA alerta, ainda, para o facto de, daqui a cinco anos, a Hiscox poder lançar um novo concurso relativamente à prestação de serviços, não se assegurando a continuidade destes trabalhadores.
Em Matosinhos, os trabalhadores da Indáqua cumpriram três dias de greve parcial, a 3, 6 e 7 de Julho, no horário das 8h00 às 10h00. O SITE-Norte informa, num pré-aviso datado de dia 18, as razões da luta: aumentos salariais justos para todos e fim da avaliação e das discriminações salariais. Nos três dias, os trabalhadores realizaram concentrações junto de instalações da empresa de gestão de águas.
Os próximos dias serão igualmente marcados por greves. Hoje e amanhã, afirma a FIEQUIMETAL, é a vez do grupo ZF, onde, após plenários na semana passada, os trabalhadores decidiram parar por aumentos salariais dignos.
Nos dias 10 e 11 pára o Casino da Figueira da Foz, com o Sindicato de Hotelaria do Centro a justificar a greve com a ausência de vontade da administração em negociar novos direitos para os trabalhadores.




