- Nº 2746 (2026/07/16)
A convite do Partido Comunista da Turquia, o PCP participou na Conferência internacional Anti-NATO, que teve lugar no passado dia 4 de Julho, em Istambul, sob o lema “A Humanidade merece mais do que humilhação e morte: a NATO e o imperialismo serão derrotados”. O PCP fez-se representar por Lara Leal, da Direcção Nacional da JCP.
A conferência inseriu-se no âmbito das iniciativas contra a Cimeira da NATO, realizada nos dias 7 e 8 de Julho, em Ancara (ver páginas 12 e 13), constituindo um momento de afirmação da luta anti-imperialista, contra a guerra e a NATO, pela paz, a soberania e os direitos dos povos. No encontro foram denunciados os objectivos belicistas da NATO, assim como a submissão dos países membros deste bloco político-militar aos planos dos EUA. Realizou-se também, no dia 5 de Julho, uma manifestação em Istambul, que reafirmou a exigência do fim da escalada militarista e da dissolução da NATO.
As autoridades turcas proibiram qualquer acção de protesto em Ancara nos dias que antecederam e durante a realização da Cimeira da NATO, impondo também fortes restrições à circulação, ao funcionamento dos serviços públicos e à vida quotidiana da população. As autoridades turcas restringiram o exercício de direitos e liberdades de forma a tentar impedir a realização de acções de protesto na capital e noutras cidades turcas, o que acabaram por não conseguir. Várias iniciativas e acções de protesto tiveram lugar em Istambul, e mesmo em Ancara, promovidas pelo Partido Comunista da Turquia, assim como por outras forças anti-imperialistas e defensoras da paz.
Foram diversos os detidos durante as iniciativas de protesto contra a Cimeira da NATO realizada na Turquia, incluindo o Primeiro Secretário da União da Juventude Comunista da Jugoslávia, Miloš Karavezić, entretanto já libertado, após uma pronta acção de solidariedade.
Dos 139 membros do PCT que foram detidos durante o protesto em Ancara, apenas três se encontram em prisão domiciliária por um período de duas semanas, sendo que todos os restantes foram já libertados. O PCP subscreveu um texto de solidariedade condenando a repressão e exigindo a libertação de todos os detidos.