- Nº 2746 (2026/07/16)
O PCP realizou, no dia 4, duas iniciativas evocativas aos camaradas Alfredo Diniz (Alex), em Bucelas, Loures, e Ferreira Soares, em Nogueira da Regedoura, Santa Maria da Feira, ambos assassinados cobardemente pela PIDE.
Em Bucelas, a romagem evocativa dos 81 anos do assassinato de Alex, realizou-se na Estrada da Bemposta, onde, em 1945, o militante foi emboscado, alvejado e lançado para uma valeta já morto. No dia da sua morte, Alex Diniz, dirigia-se, na sua bicicleta, para um encontro clandestino.
Na homenagem estiveram dezenas de militantes e amigos do Partido, a par de Gonçalo Caroço, vereador da CDU na Câmara Municipal de Loures, e Pedro Guerreiro, membro do Secretariado do Partido. Na sua intervenção, este último realçou os valiosos contributos de Alex, e de tantos outros, para a luta, resistência e derrota do fascismo. Sublinhou igualmente a importância de mobilizar todos os democratas e patriotas para intensificar a luta contra o agravamento da exploração, da degradação dos serviços públicos e do ataque aos direitos consagrados na Constituição.
Em Nogueira da Regedoura, cerca de 30 pessoas participaram na homenagem ao Dr. Ferreira Soares, entre as quais, o seu filho, Jorge Ferreira Soares, membro do PCP, que também usou da palavra. Na sua intervenção, Andreia Mortágua, membro da Direcção da Organização Regional de Aveiro, salientou o percurso de vida, intervenção e resistência do médico comunista, considerado pelo regime, a certa altura, o indivíduo mais perigoso do norte.
Ferreira Soares, natural de Viana do Castelo, formou-se em medicina no Porto e aderiu ao PCP em 1930, integrando o Comité Regional do Douro e a Frente Popular Portuguesa. Entre os feirenses e espinhenses ficou conhecido como Dr. Prata, médico dos pobres. A sua profunda ligação à população permitiu-lhe desenvolver, em simultâneo, a sua actividade profissional e o trabalho clandestino de reforço da resistência antifascista até 1942, ano em que a PVDE o emboscou e assassinou brutalmente.