- Nº 2746 (2026/07/16)Paulo Raimundo esteve às primeiras horas de terça-feira, 14, junto à Navigator, em Setúbal, a valorizar a derrota do pacote laboral e a reafirmar que é na força dos trabalhadores que reside a possibilidade de abrir um novo rumo para o País.
«O pacote laboral foi derrotado também pela luta destes trabalhadores», afirmou o Secretário-Geral do PCP junto à empresa do sector da celulose instalada no complexo industrial de Setúbal, à hora de entrada do turno da manhã. Entre a entrega de folhetos e conversas mais ou menos prolongadas (e abraços, que também os houve, ou não tivesse Paulo Raimundo crescido ali, no concelho sadino), transmitiu-se aos trabalhadores da Navigator a análise dos comunistas sobre a situação do País e as perspectivas de luta que apontam.
A ideia é clara e o Secretário-Geral transmitiu-a aos trabalhadores, resumindo-a igualmente aos jornalistas. Derrotado o pacote laboral, com a tentativa de impor mais precariedade, mais desregulação dos horários de trabalho, ainda maior aperto sobre os trabalhadores, «agora é preciso que essa força imensa faça aquilo que ainda é preciso fazer: lutar por mais salários, por estabilidade e menos precariedade, lutar pela vida melhor a que têm direito».
A presença ali, resumiu, tendo essa dimensão de celebração pela extraordinária vitória alcançada pela unidade e luta dos trabalhadores, serve principalmente para «ganhar força e juntar mais forças para impor o caminho que se impõe, de um novo rumo para Portugal, ao serviço de quem trabalha, de quem põe o país a funcionar». Ora, sublinhou, quem cria riqueza não pode estar na precariedade ou ter salários baixos, como acontece na Navigator.
Lutar nas grandes superfícies
O PCP tem sido uma presença constante junto dos trabalhadores: antes, mobilizando para a luta contra o pacote laboral e desde a sua derrota para valorizar a vitória alcançada e apontar a novas conquistas. É o que está a fazer em dezenas de centros comerciais do País, esclarecendo e mobilizando os trabalhadores para a luta pelo encerramento das grandes superfícies comerciais aos domingos, feriados e após as 22h00.
Tal como os demais, os comunistas salientam que os trabalhadores deste sector «têm direito ao descanso, lazer e vida familiar». Num folheto específico, recordam que o «descanso ao domingo e feriado é uma conquista histórica dos trabalhadores do comércio que ao longo dos anos tem sido atacada». Porém, assinala, «não tem que ser assim! Se derrotámos o pacote laboral, temos força bastante para conquistar direitos».
A redução do horário para as 35 horas semanais, o aumento geral dos salários, o fim da caducidade da contratação colectiva e da precariedade e a valorização dos direitos de maternidade e paternidade são outras das questões pelas quais importa lutar, em particular neste sector.