- Nº 2746 (2026/07/16)

CGTP-IN rejeita pretextos para privatizar Segurança Social

Trabalhadores

Tiago Oliveira apresentou as conclusões da reunião da Comissão Executiva da CGTP-IN que decorreu no dia 13. A Segurança Social foi um dos principais temas abordados em conferência de imprensa.

O Secretário-Geral assegurou que a central estará atenta às conclusões do relatório sobre a sustentabilidade da Segurança Social – que, de acordo com a Lusa, terá sido entregue naquela data ao Governo.

Tiago Oliveira explicou que a CGTP-IN está disponível para discutir novas formas de financiamento, mas recusa desvirtuar o papel do sistema.

O dirigente sindical sublinhou que não se pode pôr em causa o carácter público da Segurança Social a reboque de uma suposta insustentabilidade, salientando que o Fundo de Estabilização Financeira do sistema voltou a atingir um novo recorde no ano passado.

O Secretário-Geral deixou, igualmente, críticas à escolha de Jorge Bravo para coordenar o grupo de trabalho responsável pelo relatório, lembrando que o economista é alguém «profundamente ligado» aos fundos privados de pensões.

As reivindicações dos trabalhadores

Num comunicado contendo as principais conclusões da reunião da Comissão Executiva, a CGTP-IN voltou a valorizar o papel determinante dos trabalhadores na derrota do pacote laboral. A confederação aponta a necessidade da intensificação da luta, num contexto onde «10 por cento da população acumula tanta riqueza como os outros 90».

A central assume como exigências fundamentais, entre outras, um aumento dos salários em pelo menos 15 por cento (mínimo de 150 euros), a fixação do salário mínimo em 1050 euros, as 35 horas semanais, o fim da desregulação dos horários e a revogação das normas gravosas da legislação laboral.

Tiago Oliveira garantiu que a CGTP-IN irá apresentar em Setembro o seu caderno reivindicativo para 2027.