Sistema Volta exclui pessoas com mobilidade reduzida
A Associação Portuguesa de Deficientes (APD) teceu críticas ao novo sistema de Depósito e Reembolso – Volta, alertando, desde logo, para o facto de as máquinas não estarem «dimensionadas em termos ergonómicos e estruturais».
Afirmando-se claramente de acordo com os «princípios e valores» subjacentes ao projecto – promoção da economia circular –, a APD faz no entanto notar, em comunicado recentemente divulgado, que há questões de ordem «estrutural e operacional» na sua implementação que suscitam dúvidas e discordância. São apontadas críticas, nomeadamente, à exigência de «embalagens intactas», à ausência de informação (o depósito ser encarado como um “imposto oculto”), ou à gestão do modelo numa associação privada.
Com máquinas que dependem de electricidade, Internet e transporte para vaziamento, a APD interroga-se ainda sobre a «pegada ecológica real do processo».
Lembrando que a «acessibilidade é um direito fundamental», que garante autonomia e igualdade de oportunidades, a APD reafirma na sua nota à imprensa que «apoia e reivindica a eliminação de barreiras» no acesso a espaços, serviços ou informação, na certeza de que por essa via «melhores condições de integração e autonomia terão as pessoas com deficiência, para uma participação plena na sociedade».




