- Nº 2748 (2026/07/30)

Em Évora, o Partido reforça intervenção junto de quem trabalha

PCP

Por todo o Partido, de norte a sul, dão-se já passos no sentido de concretizar as linhas prioritárias traçadas pelo Comité Central na resolução Um PCP mais forte. É preciso! É possível!. No concelho de Évora, o recém criado sector de empresas fará com que floresçam mais células de empresa organizadas.

Na organização concelhia de Évora do PCP, a decisão de criar um sector que assegurasse o trabalho do Partido junto das empresas localizadas no município surgiu mesmo logo após a greve geral de dia 11 de Dezembro. Opção confirmada, em Março, pelas linhas de trabalho traçadas pelo Comité Central que ditam a «concretização de um Plano Geral de Trabalho para o reforço da intervenção e organização do Partido junto da classe operária e dos trabalhadores, nas empresas e locais de trabalho».

Em Évora, a urgência em agrupar os militantes trabalhadores em empresas partiu exactamente das limitações existentes em constituir células de empresa. O objectivo foi concentrar a força necessária para que em cada um desses locais surgissem células de trabalhadores organizadas e autónomas.

Após a greve geral de Dezembro, passou-se rapidamente ao contacto com os trabalhadores nestas empresas, de forma a verificar qual a sua receptividade à mensagem do Partido e perceber quais as disponibilidades de todos os que se tinham destacado, até então, no processo de luta contra o pacote laboral.

Reuniões mensais

De Janeiro para cá que se realizam reuniões mensais deste novo organismo com militantes de quatro empresas distintas: da Kemet, da Gesamb, Mecachrome e do Contact Center Fidelidade. Nesta discussão colectiva procedeu-se ao levantamento de nomes para possíveis recrutamentos ou aproximação ao Partido e começam mesmo já a surgir militantes recém recrutados. Num convívio realizado em Abril, aos camaradas deste sector juntaram-se mais trabalhadores da Tyco, da Aernnova e do Évora Plaza.

Mas a discussão, concentrada em apenas um organismo, traz outras vantagens. Por exemplo, foi possível elaborar um documento de contacto específico para os trabalhadores da Kemet, onde foram despedidos 120 trabalhadores temporários, aplicado um lay-off a 48 trabalhadores e a administração procurou impor férias, turnos nocturnos e de 12 horas. Foi esta discussão que permitiu também conhecer e ir ao contacto com os trabalhadores da Aernnova e Mecachrome onde se procurava impor laboração contínua.

Resultados

Os resultados destas práticas são evidentes, mas não só na esfera do Partido. Para os próprios trabalhadores destas empresas, as melhorias nas suas condições de trabalho, conquistadas através da luta e intervenção organizadas, são notórias. Na Gesamb, graças à forte adesão à greve geral de Dezembro, bem como à greve ao trabalho extraordinário, conquistou-se a contabilização do tempo de fardamento e de banho como trabalho efectivo e garantiu-se a manutenção do prémio de assiduidade em caso de licença parental. Nesta empresa foram já recrutados três novos militantes e existem condições para colocar a sua célula a funcionar.