Electrificação da linha do Algarve é positiva, mas não basta
As obras de electrificação da linha do Algarve foram concluídas no dia 19. Apesar de constituírem um passo positivo para a mobilidade na região, a Direcção da Organização Regional do Algarve (DORAL) do PCP fez notar, no dia 21, o atraso na sua concretização e o muito que falta fazer para solidificar uma resposta ferroviária de qualidade no distrito.
O PCP bateu-se durante décadas pela electrificação da linha algarvia que demorou mais de 20 anos a concretizar-se, sendo que, neste momento, informa a DORAL, estão ainda a decorrer trabalhos. Quanto ao «novo material circulante», trata-se de locomotivas e carruagens reconvertidas, e está ainda por realizar um «sério trabalho de requalificação» das estações e apeadeiros, nos sistemas de sinalética e informação e nas respectivas ligações rodoviárias.
Os trabalhadores são «parte essencial» para o correcto funcionamento da linha, pelo que, dita a direcção regional do Partido, é «preciso dotar o serviço ferroviário do número adequado de trabalhadores», quer seja nas «estações e apeadeiros», quer seja nas «oficinas de manutenção». A par destas questões, os novos horários continuam longe de assegurar todas as necessidades da população.
Independentemente destes avanços, a DORAL não deixa de sinalizar como necessidades a reactivação da concordância de Tunes; o alargamento das ligações de Inter-cidades e Alfa Pendular a Vila Real de Santo António e a Lagos; a ligação ao aeroporto e à Universidade do Algarve; a reactivação do serviço regional em São Marcos da Serra; e o estudo e planeamento da ligação de alta velocidade a Espanha.




