- Nº 2748 (2026/07/30)

Quase tudo ainda por fazer seis meses depois da tempestade Kristin

PCP

Seis meses após a tempestade Kristin ter atingido o País, o PCP acusa o Governo PSD/CDS de «fugir às suas responsabilidades» e de ter deixado «as populações entregues a si próprias», procurando agora «deixar cair o assunto no esquecimento».

Numa nota divulgada anteontem, 28, o Partido considera que «o fundamental dos apoios», já de si insuficientes, continua por concretizar, quer na compensação dos rendimentos perdidos, quer na reposição da capacidade produtiva ou na reconstrução de habitações, equipamentos e infra-estruturas. «São as autarquias que, no fundamental, têm suportado sozinhas os custos da intervenção», denuncia, lembrando que desde o primeiro momento reclamou uma «mobilização excepcional de meios» que o Governo recusou, optando antes «pela propaganda e pelo somatório de anúncios», entre os quais o recurso ao PTRR.

Os comunistas criticam igualmente a actuação das seguradoras e das empresas que controlam o sector da energia eléctrica, apontando os atrasos na reposição do fornecimento e a precariedade de muitas das ligações entretanto estabelecidas. Como exemplos da destruição ainda visível referem Leiria e Marinha Grande, os impactos nos estuários do Mondego e do Sado, as extensas áreas florestais onde permanecem milhões de árvores derrubadas e os danos na rede viária, nomeadamente em Arruda dos Vinhos.

O PCP reclama o reforço urgente das equipas das CCDR para acelerar a análise dos processos, o pagamento dos apoios prometidos às populações, pequenos agricultores e empresários, uma vigilância activa das zonas florestais afectadas e mais investimento para apoiar as autarquias na reconstrução de equipamentos e infra-estruturas públicas. Defende ainda medidas para reforçar a capacidade da construção civil e prevenir futuras situações, como a concretização do empreendimento hidroagrícola do Mondego.