Caos nos exames continua na 2.ª fase

O ministro da Educação foi ouvido, no dia 3, na Comissão Permanente da Assembleia da República. O debate foi marcado pelo caos nos exames nacionais – e a responsabilidade do Governo nesse processo.

«Governo continua a tomar decisões avulsas e às pinguinhas»

«Mais uma vez, o ministro insiste em não reconhecer o erro da sua decisão», assinalou Paula Santos. Em plena avaliação da 2.ª fase, garantiu, os problemas mantêm-se, desde classificadores com acesso às respostas uma semana depois do prazo até às provas incompletas. «Que condições há para os resultados serem afixados esta sexta-feira?», questionou.

No seu entender, «o Governo continua a tomar decisões avulsas e às pinguinhas» para tentar resolver problemas de um processo implementado sem haver relatório do projecto-piloto do ano passado.

Paula Santos acusou o ministro de pagar «à peça» pelo trabalho extraordinário na correcção dos exames, com um euro por item e 12 por prova. «Isto é uma afronta e uma ofensa», afirmou.

A parlamentar apontou, igualmente, para o facto de o número de pedidos de reapreciação das provas da 1.ª fase ter aumentado «exponencialmente», em decorrência dos problemas na classificação.

Nestas provas, destacou, verifica-se igualmente uma soma de problemas, designadamente a sua distribuição tardia pelos classificadores: «Para muitos professores, só chegaram na passada quarta-feira». Sexta-feira é também a data prevista para a afixação dos resultados das reapreciações.

A líder parlamentar lembrou que o ministro anunciou a realização de uma época especial para Setembro, criticando o facto de muitos estudantes nela se terem inscrito sem saber a suas notas.

O início das aulas do secundário, foi, entretanto, adiado uma semana, por o Governo considerar não haver condições para cumprir a data prevista. «Isto é navegar à vista», avaliou a deputada.

 



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