Ingratidão

Gustavo Carneiro
Durante mais de 21 anos, entre 1990 e 2011, Cuba acolheu, tratou e acarinhou cerca de 23 mil crianças afectadas pelo acidente nuclear de Chernobyl – russas, bielorrussas e sobretudo ucranianas. Grande parte delas padecia de algum tipo de doença provocada pela exposição à radiação (própria ou dos seus pais, antes de terem sequer nascido): diferentes tipos de cancro, paralisia cerebral, malformações, distúrbios psicológicos ou alimentares, entre outras. Instaladas num complexo em Tarará, perto de Havana, estas crianças (e alguns milhares de adultos, igualmente) tinham à sua disposição...

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