- Nº 2752 (2026/08/27)«E se a vida fosse como a Festa do Avante!?» Esta é a pergunta que inspira a Cidade da Juventude e que a JCP dirige aos jovens que a visitam (como a todos os outros). Possível é, mas há que a construir – com a mesma determinação como se constrói a Festa.
Na Cidade da Juventude há de tudo. É possível participar num debate sobre os problemas e lutas juvenis actuais, comer uma refeição vegetariana ao som de um DJ set, interagir com a exposição “A juventude em movimento!” ou até aderir à Juventude Comunista Portuguesa. E mais: também se pode jogar voleibol ou um jogo na banca de shots temáticos, fazer parte de um mural colectivo e até comprar um par de “meias revolucionárias”.
No espaço planificado, construído e mantido a funcionar pela JCP, aberto a tantos outros jovens, há um rico e diversificado programa. Haverá dança (Liberdade em Movimento), muita música (Eneiva Lapa, Francisco Antunes, Samba do Sid, Naomy, Batalha do conhecimento e Yzulado), animação (Seja como For), três debates (“Influencers, redes sociais e a mercantilização do dia-a-dia”, “Novos ataques do Governo à educação” e “A vida pode ser como a Festa do Avante!”), a apresentação do livro do 13.º Congresso da JCP. E não é tudo: em permanência estará a ser pintado o mural colectivo “A Festa é Tua!” e no domingo às 16h00 tem lugar o desfile da JCP para o comício.
É na Cidade da Juventude que os jovens se podem divertir, ter noites inesquecíveis, fazer amigos para a vida e ser felizes como nunca – afirma a JCP, que vê naquele espaço, como em toda a Festa, um ponto de encontro da juventude para a juventude.
“Cala o barulho da guerra!”
A Festa também se faz das centenas de jovens e as 118 bandas e artistas que responderam ao apelo “Faz-te ouvir! Cala o barulho da guerra!” e participaram no Concurso Novos Valores, dinamizado pela JCP e pela comissão de espectáculos da Festa. Os vencedores (ver nesta página), vindos de vários pontos do País e com os mais diversos estilos musicais, subirão aos palcos da Festa do Avante!.
Vencedores do Concurso Novos Valores
donaranha
Os donaranha (com d minúsculo) são uma banda de cinco amigos com Jazz na veia e Indie Rock no coração. Falam de amor, saudade, melancolia e diversão!
Fjords
União de dois amigos com um mesmo amor em comum: o gosto por viagens sonoras por vales densos e opacos. Desafiando as convenções dos géneros com o seu som poderoso e atmosférico, fundindo riffs de baixo pesados e ritmos viciantes de bateria, exploram texturas e ambientes únicos que convidam a vivenciar uma jornada de autodescoberta e aventura musical, enquanto continuam a empurrar os limites do rock pesado rumo à transcendência.
Chico Romelo
Nascida do cruzamento entre a canção brasileira, o pop-rock e os ritmos latinos que ecoam por Lisboa, a banda constrói um som que fala de gente, de rua e de pertencimento. As músicas soam como conversas entre amigos: directas, afectivas e cheias de vida.
Ja Yl’ Son
Artista santomense-português criado nos diversos subúrbios de Portugal entre Almada e Amadora. A sua jornada tem sido uma celebração da cultura e criatividade, numa altura em que o mundo se afunda em incertezas, guerras e desigualdades. Conhecido pelo seu estilo poético e profundo, a sua música ressoa intensamente, misturando tradição com sons modernos do Reggae. Acompanhado por Culturaviva, tudo ganha outra dimensão, onde os arranjos crescem, ganhando corpo, textura e dinamismo.
Devassas
Uma banda de rock feminino composta por três elementos, que devaneia no cosmos musical entre o Punk, Grunge e Metal. As suas músicas abordam a loucura egodistónica e colectiva, a busca pela liberdade e as psicoses felinas.