Começa amanhã a Festa do Avante!

Três dias de alegria, cultura, solidariedade e confiança no futuro

A 50.ª Festa do Avante! abre amanhã as portas para três dias de cultura, fraternidade, alegria, solidariedade e construção colectiva. O espaço é belo e amplo, o programa político e cultural diversificado, a oferta gastronómica fantástica e o preço imbatível: adquirida até hoje, a EP custa apenas 35 euros. E depois há a confiança que dela emana de que, braço a braço e ombro a ombro, tudo é possível. Não há mesmo Festa como esta!

Na Festa do Avante! confirma-se que não estamos sós e que juntos tudo é possível

Falando aos jornalistas no final de uma visita à Quinta da Atalaia, há precisamente uma semana, o Secretário-Geral do PCP apresentou em poucas mas incisivas palavras a natureza da Festa do Avante!: «uma grande realização popular, afirmação da cultura, do desporto, da arte, da alegria, mas também da cooperação, da solidariedade entre os povos e da paz, que é um grande objectivo da nossa construção colectiva.»

Mas foi mais longe. Sublinhou a sua importância acrescida num tempo marcado por uma ofensiva ideológica que procura impor à sociedade o ódio, a mentira, a demagogia, o “salve-se quem puder”, a divisão. A Festa do Avante!, garantiu, é também um grande espaço de afirmação de confiança onde se confirma que «não estamos sós, que ombro a ombro, braço a braço, todos juntos, é possível de facto construir um País e um mundo melhores. É isso que vamos procurar projectar».

Paulo Raimundo afirmou ainda que «este é um espaço aberto a todos» e dirigiu-se especificamente à juventude, «que faz desta a sua festa, a festa da criatividade e da força juvenis». Referiu-se ainda às crianças e às famílias, que todos os anos ali acorrem em grande número, e aos que todos os dias põem o País a produzir e a funcionar, os trabalhadores, cuja luta alcançou uma extraordinária vitória sobre o pacote laboral. A Festa será assim também um espaço de celebração desta vitória e de projecção de novas lutas, realçou.

Construtores da Festa e do futuro

Nesse dia era muito ainda o que faltava construir e Paulo Raimundo saudou os que o faziam com alegria e dedicação: no refeitório, logo após o almoço; e durante a tarde nos vários locais em que se trabalhava. O dirigente comunista não esqueceu todos os outros construtores da Festa que ali não estavam – os que um pouco por todo o País afixam cartazes, distribuem jornais, vendem EP e revistas, preparam excursões, organizam escalas de serviço.

No que seria (e hoje já é!) a Cidade da Juventude, o Secretário-Geral do PCP conversou com os jovens sobre o projecto, as soluções construtivas originais e partilhou memórias próprias do seu tempo de militante da JCP: também ele, com muitos outros então jovens camaradas, desbravou aquele espaço e ali montou pavilhões, coseu toldos, pintou paredes, elaborou exposições.

Mais adiante, nos bastidores do Palco 25 de Abril, Paulo Raimundo encontrou a responsável pela Comissão de Espectáculos, Madalena Santos, que lhe recomendou alguns dos concertos que prometem ser memoráveis: falou da versão integral da 9.ª Sinfonia de Beethoven, na sexta-feira, e da homenagem que aí será feita a Cândido Mota, a “voz” do Palco 25 de Abril, e a Luís Represas (ver caixa), recentemente desaparecidos; de 47 Soul e Talismán, que serão ao mesmo tempo espectáculos musicais e momentos de solidariedade com Palestina e Cuba; de Pedro Jóia e Ney Matogrosso; da Carolina Deslandes e do Carlão. Aliás, notou Madalena Santos, o Carlão esteve na véspera na Quinta da Atalaia a conviver com os construtores – o mesmo que fizeram nos dias seguintes artistas como King Bigs, Janita Salomé, Helder Moutinho e Ghoya.

No caminho até ao Espaço Criança, onde teve lugar a conferência de imprensa, Paulo Raimundo passou por vários pavilhões em construção e trocou palavras – e abraços – com quem lá se encontrava a trabalhar.

Tanto para ver e para fazer

É vasta e diversificada a programação da Festa do Avante!, que tem lugar entre amanhã e domingo na Quinta da Atalaia, no concelho do Seixal. Para além do comício de domingo, às 18h00, há concertos divididos por três palcos – 25 de Abril, 1.º de Maio e Paz –, espectáculos de teatro e sessões de cinema ao ar livre, dezenas de debates sobre os mais variados temas, apresentações de livros e sessões de autógrafos, experiências científicas, exposições temáticas e de artes plásticas, provas e demonstrações desportivas, restaurantes e bares, animação e artesanato, programação para crianças, parque infantil, insufláveis, carrocel, roda gigante e muitas outras atracções. Há, ainda, um amplo, belo e verde espaço de mais de 30 hectares de área verde com muita sombra – ideal para descansar, para comer, para conviver…

Na 50.ª edição da Festa do Avante! não faltará a solidariedade com os povos palestiniano e cubano, a evocação da vida e da obra do poeta da Revolução José Carlos Ary dos Santos, o centenário de Artur Ramos, a divulgação da arte tradicional das Rendas de Bilros, a valorização e defesa da Constituição da República Portuguesa, no ano em que – como a Festa – cumpre 50 anos.

Na Revista da Festa, que pode ser adquirida por quatro euros, consta a programação completa, os horários, as ementas e tudo o que é necessário para aproveitar ao máximo. Até amanhã, na Atalaia!

 

Concerto de abertura evoca Luís Represas

O concerto sinfónico que abre o Palco 25 de Abril da 50.ª edição da Festa do Avante! encerra com uma homenagem ao cantor Luís Represas, falecido no passado dia 22 de Julho. Serão interpretadas orquestrações de duas canções que ele celebrizou: “Feiticeira”, originalmente gravada num álbum a solo de Represas com o cubano Pablo Milanés, e “Timor”, que a voz deste cantor excepcional transformou num hino da solidariedade portuguesa com a luta de Timor-Leste contra a ocupação indonésia.

Luís Represas participou com os Trovante em 11 edições da Festa. O grupo, que se formara em Agosto de 1976, actuou logo na primeira edição, realizada um mês depois, e marcou não só a história cultural da iniciativa do PCP como a história de uma geração de músicos “filhos” da Revolução dos Cravos.

Na sua carreira a solo, Represas manteve uma linha criativa de elevada exigência artística e notabilizou-se pelas numerosas colaborações com músicos e cantores cubanos, gravando e actuando em Cuba, dando, assim, o seu contributo para quebrar o isolamento total que, há décadas, os Estados Unidos da América tentam impor à ilha.

O concerto de sexta-feira, às 22 horas, intitulado “Música da Paz e da Fraternidade”, começa com a interpretação da 9.ª Sinfonia de Beethoven, pela Orquestra Sinfonietta de Lisboa e pelo Coro Sinfónico Lisboa Cantat. Seguir-se-á a interpretação de “Feiticeira” (letra de Francisco Viana, música do próprio Luís Represas) e “Timor” (letra de João Monge, música de João Gil), canções orquestradas por Carlos Garcia e que terão como solista o pianista Filipe Raposo.

O concerto é dirigido pelo maestro Vasco Pearce de Azevedo, o coro pelo maestro Jorge Carvalho Alves, e conta ainda com a participação dos solistas Isabel Alcobia, Cátia Moreso, João Rodrigues e Armando Possante.

 

Horário da Festa

Sexta-feira, 4: das 18h à 1:30h

Sábado, 5: das 10h à 1:30h

Domingo, 6: das 10h às 23h

Só é possível entrar na Festa até uma hora antes do encerramento. Os visitantes não podem permanecer no recinto da Festa após o encerramento devido aos trabalhos de limpeza e manutenção.

 

 



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Os debates da Festa do Avante!

São mais de sete dezenas os debates, sessões e apresentações de livros que compõem a programação da 50.ª Festa do Avante!. Em diferentes locais, com temas e abordagem diversificados, é possível ao visitante ouvir, aprender, opinar e trocar pontos de vista. Também por isto, não há festa como esta.