Morre Dolly Parton, “rainha” do country
Faleceu no dia 25, aos 80 anos, a “rainha” da música country Dolly Parton, informou o seu sobrinho. Nascidano Tennessee, viveu numa cabana de um quarto com 11 irmãos, em condições precárias. Parte, em 1964, para Nashville, onde estreia, em 1967, Hello, I’m Dolly, primeiro de 49 álbuns de estúdio. Cantautora, escreveu mais de 3000 canções, incluindoJolene, 9 to 5 e I Will Always Love You. É a artista feminina de country que mais vendeu discos. Foi galardoada com 11 Grammy, três Emmy, um Óscar honorário humanitário e um Tony.
O jornal People’s World, ligado ao Partido Comunista dos EUA, descreve-a, numa peça de dia 26, como «heroína dos trabalhadores»: além de ter feito parte, até ao fim da vida, do sindicato do sector dos músicos, escreveu e cantou 9 to 5, inspirada pelo movimento homónimo das administrativas de Boston por salários iguais e contra o assédio laboral.
Defensora da igualdade e do fim das discriminações, expressou esta visão em canções comoFamily («uns são pregadores, outros são gays, […] mas nenhum é rejeitado quando se trata de família», lê-se, em tradução livre) ou Travelin’ Thru (escrita para o filme Transamerica, protagonizado por uma personagem trans) e condenando o racismo. Promoveu a literacia infantil, oferecendo livros gratuitos a crianças desde o nascimento até aos cinco anos.




