- Nº 2754 (2026/09/10)
Nos três dias da Festa, decorreram no Fórum e no Auditório do Espaço Central 16 debates, quase todos a passarem os 90 minutos programados, com intervenções iniciais de dirigentes do Partido e da JCP, responsáveis por diferentes áreas, e de profissionais e especialistas, vários destes sem filiação partidária.
O público respondeu às propostas em número e em interesse, tomando a palavra para perguntas e observações.
Um traço comum, reafirmado nesta edição, foi a consciência de que a batalha das ideias exige de cada um que aprofunde o conhecimento dos problemas, das causas e das soluções, para uma mais sólida e eficaz intervenção transformadora.
Este é um trabalho que prossegue no dia-a-dia, certamente enriquecido com os frutos colhidos na Festa.
Questão central na actualidade política, o debate Ruptura e alternativa. Outro rumo para Portugal. Derrotar a política de direita e os projectos reaccionários decorreu ao final da tarde de sábado.
Abriu com intervenções dos membros dos organismos executivos do Comité Central Jorge Cordeiro (que moderou), Carina Castro, João Oliveira (deputado no Parlamento Europeu) e Paula Santos (deputada e líder do Grupo Parlamentar do PCP na AR).
Ficou um alerta para as tentativas de confundir alternativas com modalidades distintas da política de direita. Linhas vermelhas são inventadas para dar luz verde à política do Governo, oposições e censuras simuladas procuram disfarçar concordâncias plenas.
Também pelas 18 horas de sábado, no Auditório, começou a debater-se o tema Crianças com direitos: por uma educação de infância de qualidade – rede pública de creches e de educação pré-escolar.
As intervenções iniciais estiveram a cargo de Margarida Botelho (da Comissão Política do CC, que moderou), Eduardo Ricardo (da Organização Regional do Porto do PCP), Rosa Vaz (educadora, membro da célula dos professores do Seixal) e Patrícia Machado (também da Comissão Política do CC).
Foi sublinhada a necessidade de investimento público em serviços de alta qualidade dirigidos à primeira infância. Há igualmente que garantir aos pais e às mães condições para acompanharem os filhos.
Grupos económicos, avançando projectos em áreas da indústria e da energia, não podem continuar a beneficiar de um regime de «porta escancarada», defendeu-se no debate Ambiente, território e luta, sábado à noite, no Auditório.
Da mesa, intervieram Vladimiro Vale (do Secretariado e da Comissão Política do CC, que moderou), Heloísa Apolónia (da Comissão Executiva Nacional do Partido Ecologista «Os Verdes»), José Castro (da Organização Regional de Bragança do PCP, activista do movimento dos baldios e presidente da BALADI) , Noel Moreira (do Executivo da Direcção da Organização Regional de Évora do PCP, activista do movimento Chão Nosso).
Defender o que é de todos
Os últimos debates, domingo à noite, focaram mais duas frentes em que as forças do capital procuram, com os seus instrumentos políticos e muitas outras ferramentas e colaborações, apropriar-se de mais riqueza nacional.
No Fórum, Adelaide Alves (da Comissão Central de Controlo do PCP), Eugénio Rosa (economista, especialista em questões da Segurança Social), Isabel Quintas (moderadora, do grupo de trabalho junto do CC para as questões da Segurança Social), e José Correia (da Comissão Executiva do Conselho Nacional da CGTP-IN) dissertaram sobre Segurança Social, pública, universal e solidária – Defender hoje para garantir amanhã.
Os perigos que hoje ameaçam o regime público, bem evidentes nas distorções e nas recomendações do relatório encomendado pelo Governo, inscrevem-se num plano de assalto aos valiosos fundos da Segurança Social. Urge erguer uma resposta clara e decidida dos trabalhadores, dos reformados e do povo, para o que contribuem as propostas e a acção do PCP.
A tragédia das privatizações e a ruptura de que o País precisa esteve em debate no Auditório, com Jaime Toga (da Comissão Política, que moderou), Bruno Dias (do Comité Central), Ricardo Cabral e Tiago Cunha (economistas).