REFORÇAR O PARTIDO, INTERVIR E LUTAR
Reforçar o Partido para que cumpra o seu papel
O Avante! dá destaque esta semana à necessidade de concretizar as medidas definidas na reunião de 1 e 2 de Março do Comité Central sobre o Partido e o reforço da sua organização e intervenção. Os desenvolvimentos da situação política nacional e internacional decorridos nestes últimos sete meses, em que se destacam a derrota do pacote laboral e o êxito da Festa do Avante!, mostram a necessidade e as potencialidades efectivamente existentes para o reforço do Partido nas suas diversas dimensões.
É um trabalho que exige atenção, programação e concretização decidida por parte dos quadros e dos organismos do Partido, centrando nas prioridades ali assumidas: o desenvolvimento do movimento geral de reforço de direcção e estruturação a todos os níveis, articulado com a responsabilização de quadros e a sua formação; a consolidação e alargamento de um amplo núcleo de quadros, preparados e determinados, como garantia de resistência, motor de dinamização e iniciativa, intervenientes na luta política e ideológica; a organização e intervenção do Partido nas empresas e locais de trabalho; a acção junto da juventude; e o trabalho de informação, propaganda e imprensa. Indissociáveis destas prioridades, têm destaque também na resolução o recrutamento e a integração de novos militantes; a entrega do novo cartão do Partido; a acção junto de camadas, sectores sociais e áreas específicas; a Festa do Avante!; a independência financeira. São medidas indispensáveis para reforçar o Partido, para que cumpra o seu papel em todas as circunstâncias, sejam elas mais ou menos favoráveis.
Tal como a resolução citada explicita, a iniciativa de cada organização sobre os problemas concretos dos trabalhadores e da população e a ligação às massas populares é elemento determinante do reforço do Partido. Tem por isso especial importância que o lançamento da acção de esclarecimento e mobilização do PCP em torno do custo de vida, do aumento dos salários e das pensões, do controlo dos preços, da defesa e valorização dos serviços públicos na passada quinta-feira tenha sido marcado pela realização de mais de cem acções, entre buzinões, tribunas e acções de contacto, com impacto público e popular assinalável. É uma acção que se prolonga nas próximas semanas, uma oportunidade de esclarecer sobre as causas da situação que o País vive e sobre as propostas do PCP para a superar.
As questões que se prendem com o aumento do custo de vida, e em particular dos combustíveis, levaram a que o primeiro-ministro fizesse uma declaração ao País em que voltou a repetir, por um lado medidas já anunciadas e, por outro, a assumir a decisão de não intervir face à escalada dos preços. A verdade é que o Governo e o grande capital mantêm os planos relativamente ao programa que têm de privatizações, de assalto à Segurança Social, de degradação dos serviços públicos. A situação exposta na abertura do ano lectivo, bem como a que se vive na saúde e na habitação – em que a subida das taxas de juro pelo BCE não pesa pouco – são preocupantes e mostram que o prosseguimento da política de direita levará ao agravamento da situação económica e social. Em brutal contraste com os lucros milionários que os grupos económicos e financeiros acumulam, à custa da economia nacional e das dificuldades do povo.
A escalada do militarismo e da guerra, a que nessa declaração ao País Montenegro se referiu como inevitável – e como se não tivesse nela qualquer tipo de responsabilidade! – encontra expressão muito preocupante nas declarações da União Europeia e dos Estados Unidos da América.
A manifestação nacional que a CGTP-IN convocou para dia 17 de Outubro em Lisboa, no Porto e em Coimbra corresponde exactamente à necessidade de mobilização geral contra as injustiças e por um novo rumo para Portugal, para onde devem convergir todos os descontentamentos e lutas, em torno dos mais diversos problemas concretos.




