Um PCP mais forte: condição essencial para resistir e vencer!

Os combates que aí estão exigem um Partido Comunista Português mais forte, o que confere acrescida centralidade ao cumprimento dos objectivos inscritos na resolução aprovada em Março pelo Comité Central sobre o Partido e o reforço da sua organização e intervenção “Um PCP mais forte. É preciso! É possível!”.

O Partido e a sua organização foram determinantes para a derrota do pacote laboral

Partamos destas duas premissas: a necessidade e a possibilidade de reforçar o PCP. A primeira é evidente desde logo pela situação que hoje se vive no País e no mundo, carregada de perigos e ameaças – mas também de potencialidades.

A violenta acção do imperialismo norte-americano e dos seus aliados um pouco por todo o mundo comporta riscos imensos e obriga ao reforço da luta pela paz, o progresso social e a solidariedade. Por cá, a ofensiva do grande capital e das forças políticas ao seu serviço contra os recursos e empresas nacionais e os direitos e condições de vida dos trabalhadores, do povo, da juventude – com o propósito evidente de levar até ao fim o processo contra-revolucionário – motiva um forte confronto de classe, que vai continuar e, até, intensificar-se.

O ataque ao sistema público de Segurança Social e aos descontos dos trabalhadores, o aumento imparável do custo de vida, a ofensiva contra os direitos laborais e sociais, o desmantelamento do Serviço Nacional de Saúde e da Escola Pública, os crescentes obstáculos ao direito à habitação, a privatização de empresas e sectores estratégicos, o desvio de fundos para a guerra, a difusão de valores belicistas, retrógrados e fascizantes – são alguns dos eixos mais imediatos dessa ofensiva a que urge responder com organização e luta. Sendo este um quadro predominantemente de resistência, a vitória dos trabalhadores sobre o pacote laboral evidenciou as possibilidades reais de vencer. Em todo este processo de luta, o Partido, a sua organização, os seus militantes, os seus meios de imprensa e propaganda, assumiram um papel central.

Aos comunistas estão, como sempre, colocadas as tarefas de esclarecer, mobilizar e organizar, de contribuir para agregar amplas camadas e sectores sociais, democratas e patriotas, e de reforçar organizações unitárias de massas. E se para cumprir todos estes objectivos é preciso um Partido mais forte, o Partido também se reforça neste processo de intervenção e luta.

Com as nossas mãos e os nossos meios
Da necessidade passamos para a possibilidade e esta está no essencial nas mãos do próprio colectivo partidário – uma grande força organizada com coragem política, ideológica e de intervenção, consciente das exigências e das dificuldades, capaz de identificar insuficiências e de as corrigir, confiante na justeza do projecto do Partido e da causa pela qual luta.

Um colectivo que deu um contributo decisivo para a derrota do pacote laboral e construiu a magnífica Festa do Avante! que acabámos de realizar e que projecta força e confiança. E que conta cada vez mais apenas com os seus próprios meios para levar por diante a exigente intervenção que está colocada ao Partido.

A já citada resolução do Comité Central, a que importa dedicar agora uma renovada atenção, aponta as direcções principais desta acção geral de reforço do Partido, que terá de ser desenvolvida de forma integrada, assente fundamentalmente na iniciativa de cada organização sobre os problemas concretos dos trabalhadores e das populações e na ligação às massas. As medidas incluídas na resolução (ver nestas páginas) implicam programação, planificação, avaliação e controlo de execução regular.

Certo é que do êxito desta acção depende muito do futuro do País e da capacidade que os trabalhadores e o povo terão para defender os seus direitos e condições de vida e empreender um novo rumo, de progresso e justiça social.

CITAÇÃO

«Vivemos tempos que colocam fortes exigências aos trabalhadores e aos povos. Tempos marcados por uma forte ofensiva ideológica, suportada em poderosos instrumentos de dominação e de propagação, totalmente articulada com a promoção de concepções directa ou indirectamente favoráveis à agenda do grande capital e das forças reaccionárias e em que, pelo seu papel, o PCP é alvo privilegiado.

Tempos em que a luta de massas e as organizações unitárias de massas são determinantes para resistir e avançar. Tempos em que o papel decisivo do partido da classe operária e de todos os trabalhadores, o Partido Comunista Português, se revela imprescindível. (...)»

in Resolução do Comité Central do PCP sobre o Partido e o reforço da sua organização e intervenção “Um PCP mais forte. É preciso! É possível!”, Março de 2026

Cinco prioridades para o reforço do Partido

Desenvolvimento aos vários níveis do movimento geral de reforço do trabalho de direcção e estruturação, articulado com a responsabilização de quadros e a sua formação

  • fortalecer e criar organismos

  • estruturar as organizações, com mais organizações de base – de empresa, sector e locais – reforçando a sua ligação à realidade em que se inserem

  • dinamização da iniciativa das organizações

  • estímulo ao trabalho colectivo, à iniciativa individual e ao controlo de execução

  • realização de assembleias das organizações

 

Consolidação e alargamento de um amplo núcleo de quadros preparados política e ideologicamente, com determinação e coragem, como garantia de resistência, motor de dinamização orgânica, iniciativa política e acção de massas, intervenientes na luta política e ideológica

  • responsabilizar 1000 novos quadros até final de 2027

  • proceder ao levantamento de quadros para funcionários do Partido

  • promover planos de formação ideológica, dirigidos a quadros e militantes, nomeadamente novos membros do Partido

  • responsabilização e formação política e ideológica dos quadros para responderem a necessidades diversas do Partido

 

Organização e intervenção do Partido junto dos trabalhadores nas empresas e locais de trabalho

  • assegurar o funcionamento regular das células existentes

  • alargar o número de empresas com membros do Partido, actividade organizada e intervenção

  • aumentar número de militantes organizados a partir das empresas, locais de trabalho e sectores

  • criar 100 novas células

  • estímulo à sindicalização e à intervenção dos membros do Partido no reforço das organizações dos trabalhadores

  • criação e funcionamento regular de organismos com comunistas que intervêm nas organizações sindicais e outras estruturas dos trabalhadores

 

Acção junto da juventude

  • reforço da acção junto da juventude a partir da resposta aos seus problemas, direitos e aspirações eda afirmação do projecto comunista

  • estímulo e apoio à intervenção da JCP e à sua inserção no movimento juvenil

  • melhoria da articulação entre Partido e JCP;

  • trabalho com a juventude, envolvendo as diversas dimensões do trabalho do Partido, incluindo a Festa do Avante!

  • desenvolvimento da atenção das organizações do Partido aos problemas e aspirações dos jovens, aprofundando o conhecimento e definindo as propostas e iniciativas adequadas.



Trabalho de informação, propaganda e imprensa.

  • envolvimento crescente das organizações e da intervenção de cada militante

  • avaliação da produção própria, dos meios e dos quadros necessários, bem como a sua formação técnica e política

  • articulação de todos os meios disponíveis

  • uma mais ágil e regular produção de documentos e uma verificação da localização das estruturas de propaganda

  • reforço da dimensão digital

  • dinamização do papel do Avante!, de O Militante e da actividade editorial, nomeadamente com o alargamento da sua difusão

 

Indissociáveis destas, destacam-se também:

O recrutamento e integração de novos militantes

A entrega do novo cartão de membro do Partido

A acção junto de camadas, sectores sociais e áreas específicas

A Festa do Avante!

A independência financeira



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