EUA impõem tutela sobre a Gronelândia
A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, e o presidente do território autónomo da Gronelândia, Jens-Frederik Nielsen, viajaram no dia 20 para Nova Iorque para assinar um dito “acordo de segurança” com os EUA.
Os EUA assumirão de forma indefinida o controlo militar da Gronelândia
O pacto outorga a Washington o controlo permanente sobre as questões militares e sobre os eventuais investimentos externos na Gronelândia, pondo fim a meses de pressões, e até de ameaças militares, por parte da Casa Branca, perante as quais a Dinamarca, pese embora garantias, acabou por ceder.
Apesar do texto integral do acordo não ter sido divulgado até à hora do fecho desta edição, tem vindo a ser noticiado que o pacto estabelece que os EUA assumirão de forma indefinida e sem limite temporal o controlo militar do território e a possibilidade de bloquear investimentos de entidades consideradas “adversárias” por Washington.
É veiculado que o acordo concede aos EUA a faculdade de instalar infra-estrutura militar «necessária» na Gronelândia, direitos de sobrevoo ilimitados, a instalação de contingentes e de novas bases militares. Actualmente o Pentágono tem instalada na Gronelândia a base da Força Espacial de Pituffik (antiga Thule).
As ambições dos EUA relativamente à Gronelândia aumentaram no início de 2025, quando considerou este território no Ártico como fundamental para a estratégia belicista norte-americana. Embora Copenhaga tenha rejeitado ceder soberania sobre a Gronelândia, as negociações que se seguiram, à porta fechada, concederam – sabe-se agora – o controlo militar e económico dos EUA sobre o território, sem limite temporal, no que configura uma autêntica tutela neocolonial.
A posição estratégica da Gronelândia assumiu uma acrescida importância com as novas rotas navegáveis no Ártico, de alto valor comercial e militar, convertendo a ilha num ponto vital para o controlo do tráfego naval. A Gronelândia assume ainda importância pela possibilidade de instalação de sistemas militares. É referido que o subsolo gronelandês possui ainda reservas de terras raras, minerais críticos, urânio e hidrocarbonetos.




