- Nº 2757 (2026/10/1)

Acção, mobilização e luta para a manifestação de dia 17

Trabalhadores

A CGTP-IN persiste na exigência de um aumento geral e significativo dos salários e desenvolve um «mês de acção, mobilização e luta», com foco na manifestação nacional de 17 de Outubro, em Lisboa, Porto e Coimbra.

A constante subida dos preços, a par da proliferação de salários baixos, «implica, para um número crescente de famílias, que necessidades básicas não são integralmente satisfeitas», enquanto «as grandes empresas que operam nos sectores onde, precisamente, mais se faz sentir o aumento dos preços, acumulam lucros recorde», observou a confederação, num comunicado de imprensa de sexta-feira, 25 de Setembro.

São citados números das remunerações brutas declaradas à Segurança Social, mostrando que metade dos trabalhadores aufere menos de mil euros mensais.

Por outro lado, a banca «ganha nos créditos à habitação e nas comissões, com lucros líquidos diários que passaram dos 4 milhões de euros, em 2021, para os 14 milhões de euros, nos primeiros seis meses de 2026»; a GALP «ganha com a subida dos combustíveis, que mesmo antes de impostos, são os quartos mais elevados da UE», e regista «lucros diários a ultrapassarem os 4,5 milhões de euros, no primeiro semestre de 2026, quase três vezes mais que em 2021»; a grande distribuição ganha com a subida dos preços dos alimentos, obtendo a SONAE e a Jerónimo Martins lucros de «dois milhões de euros por dia, nos seis primeiros meses deste ano».

É neste quadro que, para a CGTP-IN, «as medidas apresentadas pelo Governo «mantêm todas as condições que estão na base desta colossal apropriação e acumulação da riqueza de uma minoria» e «nada fazem para travar as dificuldades da maioria».

Ao nível do IRS, as medidas não têm nenhum efeito para 18,8 por cento dos trabalhadores, cujos salários «são tão baixos que os colocam fora da aplicação do imposto». «Para a maioria, o efeito é irrisório», afirma a Intersindical, citando projecções do próprio Governo.

A central exige o aumento geral e significativo de todos os salários, em 15 por cento, pelo menos, e num valor não inferior a 150 euros. O salário mínimo nacional deve ser fixado em 1100 euros, a 1 de Janeiro de 2027.

Além da fixação de preços máximos dos bens e serviços essenciais, dos alimentos, dos combustíveis e das rendas de habitação, a Inter exige que os lucros da banca sirvam «para aliviar os encargos, com empréstimos, daqueles que foram empurrados para a compra de casa».

Iniciado no dia 17, o «mês de acção, mobilização e luta» vai dar expressão a estas reivindicações. Isso também sucederá com a manifestação nacional, descentralizada, marcada para as cidades de Lisboa, Porto e Coimbra, no dia 17 de Outubro, com o lema «Mais salário, melhores pensões e serviços públicos. Contra o aumento do custo de vida. Novo rumo para Portugal!».