Democracia e soberania do Brasil estão em jogo
Face aos resultados da primeira volta das eleições brasileiras, no domingo, 4, o presidente Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro, de extrema-direita, vão disputar a segunda volta das eleições presidenciais, marcadas para 25 deste mês.
Presidente Lula da Silva disputa com o senador Flávio Bolsonaro, de extrema-direita, a segunda volta da eleição presidencial a 25 de Outubro
Nas eleições presidenciais, o candidato da extrema-direita, Flávio Bolsonaro, obteve 56.104.503 votos (47,03 por cento) e Lula da Silva conquistou 53.879.538 votos (45,16 por cento). A abstenção situou-se em 21,08 por cento, o que significa que mais de 33 milhões de eleitores não votaram.
Reagindo aos resultados, o Presidente brasileiro, Lula da Silva, afirmou que «é a hora de a gente mostrar a verdadeira fotografia do Brasil de hoje e o Brasil que a gente quer. A partir de amanhã, a gente começa uma nova campanha», sublinhando que a participação na segunda volta será decisiva para definir o rumo do Brasil.
A extrema-direita e a direita reforçaram as suas posições nas duas câmaras do Congresso, particularmente no Senado, mas também na Câmara dos Deputados. Nesta última, a Federação Brasil da Esperança – integrada pelo Partido dos Trabalhadores, o Partido Comunista do Brasil e o Partido Verde – conquistou 88 deputados, mais seis do que no actual mandato, sendo a segunda maior bancada, após a do Partido Liberal de Bolsonaro, de extrema-direita. O PCdoB conquistou o melhor resultado das últimas quatro eleições parlamentares, elegendo 11 deputados federais, mais cinco do que em 2022.
PCP reafirma solidariedade
Na sequência dos resultados, o PCP afirmou que «o que está em jogo nas eleições brasileiras é a defesa da democracia e da soberania do Brasil, do prosseguimento e aprofundamento de um caminho em prol de liberdade, de direitos, de desenvolvimento, que Lula da Silva e as forças democráticas e progressistas brasileiras protagonizam, ou a imposição de um projecto reaccionário, golpista, fascizante, subserviente ao imperialismo norte-americano e apoiado por este, que é protagonizado por Flávio Bolsonaro e os interesses profundamente antidemocráticos e antipatrióticos que este representa».
O PCP denunciou e condenou «as abertas e inaceitáveis pressões e ingerência da Administração Trump dos EUA, que procura criar as condições para submeter o Brasil aos seus interesses, dominar os seus imensos recursos, colocá-lo ao serviço dos seus intentos de dominação neocolonial da América Latina e das Caraíbas, que ameaçam e agridem a paz, a soberania e os direitos dos povos desta região».
Saudou ainda «com confiança a candidatura de Lula da Silva e as forças democráticas e progressistas brasileiras que com convicção se empenham e convergem com vista à vitória de Lula da Silva na segunda volta das eleições presidenciais que terão lugar no dia 25 de Outubro, a candidatura portadora da esperança e do caminho para uma vida melhor, de soberania, liberdade, democracia, desenvolvimento, justiça e progresso social, de segurança e paz, a que os trabalhadores e o povo brasileiro aspiram e têm direito».




