Música portuguesa sempre

Mais de 100 artistas protagonizaram, domingo passado, nas cidades de Lisboa, St.ª Maria da Feira, Coimbra e Beja, um espectáculo conjunto de promoção da música portuguesa.
A iniciativa intitulada «100% de Música Portuguesa», promovida pela associação Venham mais Cinco, visa alertar para a marginalização a que são votados os cantores e as bandas nacionais por parte das rádios, facto que vai aliás contra o disposto numa lei de 1981.
Para além destas reivindicações, a exigência estende-se à articulação de um programa escolar que inclua e valorize o ensino da música, a criação de condições para o desenvolvimento de novos projectos, e o estabelecimento de cotas obrigatórias nas estações de rádio e televisão.
Tais medidas contribuiriam, segundo os promotores da referida associação, para criar um ciclo virtuoso de valorização e afirmação das identidades culturais e da língua portuguesa.


Detidos mais seis GNR´s

A Polícia Judiciária procedeu à detenção de seis indivíduos da Brigada de Trânsito da GNR de Albufeira, segunda-feira, na sequência do megaprocesso em que estão já envolvidos setenta e sete militares da corporação.
Depois de terem sido ouvidos pelo tribunal, foi decretada a prisão preventiva para cinco agentes, tendo o sexto ficado sujeito a apresentação de termo de identidade e residência.
Na sexta-feira, o Ministério Público havia deduzido acusação a 19 militares arguidos e 13 empresários algarvios, por corrupção, abuso de poder, extorsão e associação criminosa, sendo previsível que os novos detidos sejam constituídos arguidos sob as mesmas acusações.
O processo foi desencadeado há cerca de um ano por denuncias feitas à Polícia Judiciária, de que alguns GNR’s favoreciam, mediante suborno, empresários da região do Algarve no que toca a multas rodoviárias e fiscalizações em obras e empreitadas.
Desde então as operações estenderam-se a diversos pontos do País, incluindo as zonas da Grande Lisboa e Centro, estando as autoridades a investigar eventuais ligações entre os agentes e empresários ligados aos ramos da construção civil e de transporte de mercadorias.


Ouro motiva massacre

A região de Ituri, no norte da República Democrática do Congo, junto à fronteira com o Uganda, foi nos últimos dias palco de violentos confrontos entre os exércitos dos dois países e facções da oposição congolesa.
Cerca de um milhar de pessoas, segundo dados confirmados pela missão da ONU no terreno, foram massacradas nas cidades de Drodro e Largo pelos militares que procuram controlar a posse da terra.
Depois de na semana passada as partes em conflito terem assinado um acordo de cessar-fogo, pondo fim a cinco anos de guerra civil que se estima ter causado 50 mil vítimas mortais, a zona mergulhou numa batalha entre os beligerantes para garantir o controlo das ricas jazidas de ouro.
A manter-se o acordo, o presidente congolês, Joseph Kabila, deve apresentar uma proposta de Constituição, bem como formar um governo de unidade nacional e convocar eleições, as primeiras em 40 anos.


Volte face no «caso Moderna»

O julgamento do «caso Moderna», a decorrer há cerca de um ano no Tribunal de Monsanto, sofreu um volte face na passada quinta-feira, quando o principal arguido resolveu depor.
Depois de ter mudado de advogados de defesa, alegadamente por «alteração de estratégia», José Braga Gonçalves iniciou a exposição da sua versão dos factos, o que parece não agradar aos restantes arguidos do processo.
O filho do ex-reitor confirmou que a Universidade havia sido pensada dentro da maçonaria, mas negou que entre elas houvesse uma ligação, ou um plano de tomada da direcção por um grupo de pessoas.
Revelou ainda que, como advogado com escritório no Chiado, «não lhe faltavam clientes» e «todos viviam bem», e que a Universidade Moderna «era uma coisa de que não queria ouvir falar», apesar de ser um dos seus principais responsáveis.
Aludiu a uma reunião, na qual estiveram presentes o responsável pelas obras na Universidade, capitão Gonçalves Águas, e o engenheiro Antunes Ferreira, afirmando que pensou tratar-se de um encontro para um pedido de «cunha» para a empresa de construção deste último.


Resumo da Semana